Com relação à infecção meningocócica, sabe-se que

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Q1245873 Medicina
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Tema central: A questão aborda os aspectos clínicos da doença meningocócica, especialmente o quadro de meningococcemia, sua apresentação e diferenciação das formas clínicas.

Comentário e justificativa da alternativa correta (B):

Alternativa B: "na doença invasora, a meningococemia pode dar-se sem extensão às meníngeas."
Essa alternativa está correta e expressa um conceito central em infecção meningocócica. Segundo o Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (2022), a doença pode ocorrer nas seguintes formas:

  • Meningite meningocócica: afeta as meninges exclusivamente;
  • Meningococcemia: infecção invasiva na corrente sanguínea, sem acometimento meníngeo obrigatório;
  • Forma combinada: ocorrência simultânea de meningite e meningococcemia.
A meningococcemia isolada é grave, cursa com choque séptico, púrpura e pode evoluir rapidamente, mesmo sem sinais meníngeos. Relatos e literatura, como no “Manual MSD”, reforçam que meningococcemia pode evoluir sem meningite.

Análise das alternativas incorretas:

A) "nas formas septicêmicas, raramente se apresenta a erupção petequial."
Errada. O exantema petequial é característico da meningococcemia, frequente e importante sinal clínico para suspeição do diagnóstico.

C) "deve ser suspeitada nos casos da doença febril aguda, associada a erupção petequial e leucopenia."
Errada. Embora a febre aguda e erupção petequial sejam sinais sugestivos, a doença meningocócica geralmente cursa com leucocitose, não leucopenia.

D) "na meningococemia fulminante, a taxa de letalidade é baixa se se introduzir rapidamente o tratamento antibacteriano."
Errada. Meningococcemia fulminante apresenta alta letalidade mesmo com tratamento precoce e adequado, podendo chegar a 40%, conforme diretrizes e literatura (Manual MSD, Ministério da Saúde).

Dicas e estratégias para provas:

  • Palavras como “raramente” e “baixa letalidade” em quadros clássicos e graves demandam atenção—costumam ser indicativas de erro.
  • Valorize sinais cardinais, como exantema e evolução rápida, na suspeita de meningococcemia.
  • Foque nas formas clínicas e manifestações sindrômicas comuns, conforme descrito nos protocolos oficiais (Guia de Vigilância em Saúde, 2022).

Resumo: A meningococcemia pode ocorrer isoladamente, sem meningite, e essa compreensão é essencial para diagnóstico e manejo precoce.
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A alternativa correta é a B, pois a meningococemia é uma infecção invasiva causada pela bactéria Neisseria meningitidis que pode se manifestar de duas maneiras principais: meningococemia com ou sem meningite. Na forma sem meningite, a bactéria invade a corrente sanguínea, causando uma infecção sistêmica que pode levar a complicações graves, como a falência de múltiplos órgãos. Geralmente, essa forma de meningococemia se manifesta com sintomas como febre, mal-estar, dor muscular, calafrios, manchas vermelhas na pele (petéquias), entre outros. Ou seja, é possível ter meningococemia sem meningite, como afirma a alternativa B. Por outro lado, as alternativas A e C estão incorretas, uma vez que a erupção petequial é um sinal característico da meningococemia e a leucopenia pode estar presente na infecção meningocócica. Já a alternativa D é parcialmente verdadeira, pois a meningococemia fulminante é uma forma grave e potencialmente fatal da doença, mas a taxa de letalidade pode variar de acordo com diversos fatores, não dependendo apenas da rapidez com que se inicia o tratamento antibacteriano.

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