Homem de 25 anos, hígido, sem fatores de risco, iniciou hist...

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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico/Plantão Geral |
Q4039373 Medicina
Homem de 25 anos, hígido, sem fatores de risco, iniciou história de febre de 39C com calafrios, tosse com escarro purulento e dor tipo pleurítica em base direita. Foi iniciado amoxicilina-clavulanato e claritromicina, com melhora da febre e do estado geral. No quarto dia de antibióticos, evoluiu com febre de 39.5ºC e dispneia. Na ausculta pulmonar, havia submacicez à percussão até terço médio, murmúrio vesicular reduzido e egofonia na base pulmonar direita. As melhores condutas nesse caso são: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o reconhecimento de derrame pleural parapneumônico como complicação da pneumonia: a piora com nova febre e dispneia durante o tratamento, somada a submacicez à percussão, murmúrio vesicular reduzido e egofonia à direita, desloca o raciocínio de falha antibiótica simples para acometimento do espaço pleural, o que exige imagem para delimitação anatômica e, principalmente, toracocentese para confirmar e caracterizar o líquido pleural.

Tema central: Derrame parapneumônico complicado
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o quadro não é o mais sugestivo de tromboembolismo pulmonar grave, e sim de complicação infecciosa pleural. O enunciado traz síndrome infecciosa pulmonar focal com escarro purulento, seguida de piora e sinais localizatórios de derrame pleural. Além disso, não há dados de instabilidade hemodinâmica que sustentem trombólise, que seria conduta potencialmente perigosa sem evidência de TEP grave.
B
Certa
A alternativa correta é a que aborda a complicação pleural sugerida pela evolução clínica e pela semiologia. Submacicez e redução do murmúrio vesicular sugerem líquido pleural, e a egofonia pode ocorrer na borda superior do derrame por compressão do parênquima adjacente. Em pneumonia que piora após melhora parcial, com esses achados focais, a conduta decisiva é investigar o espaço pleural. A tomografia de tórax ajuda a definir derrame, loculações e acometimento parenquimatoso associado, mas o ponto central é a toracocentese, porque ela confirma a natureza do derrame, permite análise do líquido e orienta necessidade de drenagem.
C
Errada
Está errada porque a probabilidade clínica favorece derrame parapneumônico e não evento tromboembólico. Dor pleurítica e dispneia isoladamente podem lembrar TEP, mas aqui há explicação infecciosa mais forte e específica, com achados semiológicos típicos de líquido pleural. Anticoagulação empírica, nesse contexto, ignora a hipótese principal e pode ser iatrogênica.
D
Errada
Está errada porque troca isolada do antibiótico não resolve a principal complicação sugerida. A piora não deve ser atribuída automaticamente a resistência bacteriana ou falha terapêutica simples quando o exame físico mostra síndrome pleural. Derrame parapneumônico complicado ou empiema exige avaliação direta do líquido pleural por toracocentese; apenas ampliar cobertura antimicrobiana posterga a abordagem do foco pleural possivelmente drenável.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre piora de pneumonia por falha do antibiótico ou por TEP versus complicação pleural da própria pneumonia. A chave é integrar a evolução bifásica com a semiologia de derrame pleural, em vez de valorizar isoladamente dor pleurítica e dispneia.
Dica para questões semelhantes
  • Em pneumonia com nova febre e dispneia após melhora inicial, procure complicação locorregional antes de concluir falha antibiótica simples.
  • Submacicez à percussão mais murmúrio vesicular reduzido sugerem líquido pleural; egofonia na borda do derrame reforça esse raciocínio.
  • Quando a hipótese principal é derrame parapneumônico complicado, o passo decisivo não é só imagem: é obter líquido pleural por toracocentese.
  • Não priorize TEP se o enunciado oferece síndrome infecciosa focal e sinais pleurais localizatórios mais bem explicados por complicação da pneumonia.

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