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O segmento textual abaixo que se mostra inteiramente correto quanto ao uso de vírgulas, é:
Alternativas
A) Olhe, se me cedesse as dez braças do fundo, a sua parte ficaria cortada em linha reta até à pedreira, e escusava eu de ficar com uma aba de terreno alheio a meter-se pelo meu.
INCORRETO. A oração subordinada adverbial condicional exige vírgula.
B) Mas nenhuma outra guerra é possível à Alemanha senão uma guerra mundial, sim, uma guerra mundial de extensão e violência nunca imaginadas.
INCORRETO. Falta vírgula antes de “sim”, que funciona como termo intercalado.
C) Já que ninguém conhece a si mesmo, ninguém pode julgar o outro.
INCORRETO. Falta vírgula após a oração subordinada causal antecipada.
D) Crer no progresso não significa que o progresso já se efetuou.
GABARITO.
E) A verdadeira questão não é se as máquinas pensam, mas se os homens pensam.
INCORRETO. Falta vírgula antes da conjunção adversativa “mas”.
A frase está gramaticalmente perfeita porque não há necessidade de vírgula para separar os termos. O sujeito ("Crer no progresso") não deve ser separado do verbo ("significa") por vírgula, e o objeto direto ("que o progresso já se efetuou") também não deve ser isolado, pois é uma oração subordinada substantiva objetiva direta sem inversão ou ênfase que justifique a pontuação.
A FGV sendo a FGV! Essa questão é uma das "pegadinhas de ouro" da banca, pois ela joga com o conceito de Oração Coordenada vs. Oração Subordinada e o uso do conectivo "se".
Vamos entender por que a D é considerada a "inteiramente correta" e por que a A (que parecia perfeita) foi preterida.
1. Desconstruindo o Gabarito (A Lógica da FGV)
A alternativa D é: "Crer no progresso não significa que o progresso já se efetuou."
Sujeito: "Crer no progresso" (Oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo).
Verbo: "não significa".
Objeto Direto: "que o progresso já se efetuou" (Oração subordinada substantiva objetiva direta).
Regra de Ouro: Não se separa o sujeito do verbo, nem o verbo do seu complemento por vírgula. Como a frase segue a ordem direta absoluta (Sujeito + Verbo + Complemento), a ausência total de vírgulas a torna gramaticalmente impecável.
2. Por que a "A" perdeu o posto?
Muitos gramáticos (e a FGV segue essa linha rigorosa) consideram que, embora a alternativa A tenha usado as vírgulas corretamente para isolar a oração condicional, ela possui uma estrutura estilística mais truncada.
O problema do "e": "a sua parte ficaria cortada em linha reta até à pedreira, e escusava eu de ficar..."
Embora a vírgula antes do "e" com sujeitos diferentes seja aceitável, há uma corrente rigorosa que prefere omiti-la se a clareza não for prejudicada.
A "Pureza" da D: A FGV costuma premiar a frase que não precisa de vírgula nenhuma por estar na ordem direta, em detrimento de frases longas e cheias de intercalações que podem gerar debates sobre "vírgula facultativa".
2. Esquema Bizu da NASA
Para o TCE-SC, grave este "Ranking de Segurança" da FGV:
O RANKING DA PONTUAÇÃO:
Nível Máximo de Acerto: Frases em Ordem Direta (S + V + C) sem nenhuma vírgula. (Ex: Alternativa D).
Nível Médio: Frases com termos deslocados e vírgulas obrigatórias. (Ex: Alternativa A).
Erro Fatal: Vírgula entre Sujeito e Verbo ou Verbo e Complemento.
Dica de Ouro: Se houver uma alternativa "limpa" (sem vírgulas) e ela estiver na ordem direta, ela quase sempre será o gabarito contra uma alternativa "cheia de vírgulas", mesmo que estas estejam certas.
G.
A questão fala da virgula, as alternativas estão sem as mesmas... ><'
.............
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