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Mulher de 25 anos, em tratamento quimioterápico por osteossa...

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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico/Plantão Geral |
Q4039364 Medicina
Mulher de 25 anos, em tratamento quimioterápico por osteossarcoma, foi encaminhada à emergência pelo seu oncologista após realização de exames laboratoriais que evidenciaram piora de função renal. Não apresentou queixas objetivas, exceto por náuseas. Os exames revelaram hemoglobina = 8,5g/dL, leucócitos = 3500células/mm³, com 35% de neutrófilos, plaquetas = 60mil/mm³, creatinina = 2,8mg/dL, ureia = 62mg/dL, sódio = 130mEq/L, potássio = 3,1mEq/L, magnésio = 0,8mg/dL e cálcio = 7,8mg/dL. A medicação quimioterápica mais provavelmente associada à injúria renal, nesse caso, é:  
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O achado decisivo é a combinação de piora da função renal com hipomagnesemia importante e perdas associadas de potássio e cálcio, padrão de lesão tubular renal classicamente ligado à cisplatina. Entre as alternativas, esse perfil torna a cisplatina a associação mais provável.

Tema central: Nefrotoxicidade da cisplatina
Análise das alternativas
A
Errada
Doxorrubicina não corresponde ao padrão cobrado. Sua toxicidade mais característica é cardiotoxicidade dose-dependente, além de mielossupressão e mucosite, e não uma tubulopatia com perda renal de magnésio e potássio. As citopenias do caso não permitem atribuir a injúria renal a esse fármaco.
B
Errada
Metotrexato pode causar nefrotoxicidade, sobretudo em altas doses, mas o mecanismo típico é precipitação intratubular/cristalúria com redução da depuração da droga. O enunciado, porém, destaca um padrão eletrolítico de lesão tubular com hipomagnesemia importante, mais característico de cisplatina. A lembrança de osteossarcoma torna essa alternativa tentadora, mas não supera a pista laboratorial decisiva.
C
Certa
A cisplatina é classicamente associada à nefrotoxicidade dose-dependente por lesão tubular renal, com elevação de creatinina e ureia e perda urinária de magnésio e potássio. No caso, a hipomagnesemia marcada é a pista mais discriminativa e ajuda a explicar a hipocalemia e a hipocalcemia. Assim, entre as opções apresentadas, a cisplatina é a droga mais provavelmente relacionada ao quadro.
D
Errada
Ifosfamida também pode causar nefrotoxicidade tubular, inclusive tubulopatia proximal e síndrome de Fanconi, mas esse diagnóstico exigiria dados não fornecidos, como glicosúria normoglicêmica, fosfatúria ou acidose tubular proximal. Entre as opções, a associação mais clássica e direta entre disfunção renal e hipomagnesemia marcada é com cisplatina, não com ifosfamida.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre qualquer quimioterápico potencialmente nefrotóxico e o quimioterápico classicamente ligado a disfunção renal com hipomagnesemia importante. Osteossarcoma pode puxar o raciocínio para metotrexato, e a existência de tubulopatia por ifosfamida pode gerar dúvida, mas a pista que decide é a hipomagnesemia marcada associada à piora renal.
Dica para questões semelhantes
  • Em toxicidade por quimioterápico, não pare na creatinina elevada; use o padrão eletrolítico para identificar o agente.
  • Hipomagnesemia importante com hipocalemia em contexto de injúria renal aponta fortemente para lesão tubular por cisplatina.
  • Diferencie mecanismo renal: metotrexato lembra precipitação intratubular; cisplatina lembra tubulopatia perdedora de magnésio e potássio.
  • Não use citopenias inespecíficas para definir o agente causal quando a questão oferece uma pista toxicológica mais específica.

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