Em 2009, a Prefeitura de Copenhague publicou "Uma Metrópole...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3576371 Arquitetura
Em 2009, a Prefeitura de Copenhague publicou "Uma Metrópole para as Pessoas", um documento inspirado na teoria de Gehl Architects que permitiu elaborar uma visão e os objetivos para a vida urbana na capital dinamarquesa a partir de 2015. As autoridades de Copenhague se propuseram a torná-la a cidade mais habitável do mundo, ou seja, uma cidade sustentável na qual, através de seus espaços públicos, convida as pessoas a ter uma vida única e variada.
Considerando cinco conselhos urbanos defendidos por Jan Gehl, assinale a seguir a alternativa que corresponde a uma ação descrita em Copenhague:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Alternativa correta: C - Fazer da vida pública o eixo do desenho urbano.

Tema central da questão

A questão aborda a teoria urbanística de Jan Gehl e sua aplicação prática em Copenhague. Gehl defende que o planejamento urbano deve priorizar as pessoas e suas interações nos espaços públicos, promovendo uma cidade mais habitável, sustentável e inclusiva. Conhecer esses princípios é importante para responder questões de urbanismo contemporâneo em concursos públicos.

Resumo teórico

Jan Gehl, arquiteto dinamarquês, é referência mundial em urbanismo voltado para as pessoas. Ele propõe que o desenho urbano deve estimular a vida pública, favorecendo o pedestre, o ciclista e o uso de espaços coletivos. Suas ideias influenciaram a transformação de cidades como Copenhague, tornando-as mais acolhedoras e sustentáveis (Gehl, J. "Cidades para Pessoas", 2013).

Justificativa da alternativa correta

A alternativa C é a correta porque sintetiza o cerne da teoria de Gehl: colocar a vida pública no centro do planejamento urbano. Isso significa desenhar cidades onde as pessoas possam circular, se encontrar e viver experiências diversas nos espaços públicos, como praças, calçadas e parques. Em Copenhague, políticas urbanas ampliaram calçadas, criaram ciclovias e priorizaram a convivência, exatamente conforme defendido por Gehl.

Análise das alternativas incorretas

  • A: "Deter a construção de arquitetura barata para a gasolina" – Não representa um conselho central de Gehl, pois seu foco não é limitar construções voltadas ao automóvel, mas sim valorizar a escala humana.
  • B: "Proibir o automóvel" – Gehl não defende proibição, mas sim redução do uso do carro e incentivo a alternativas sustentáveis.
  • D: "Impulsionar o transporte público equitativo" – Apesar de importante, esse não é o foco dos conselhos de Gehl, que prioriza vida e vivência no espaço público.
  • E: "Projetar experiências multissensoriais" – Embora relevante, não resume o objetivo central de Gehl sobre priorizar a vida pública.

Estrategias de interpretação

Observe palavras-chave como "vida urbana", "espaços públicos" e "mais habitável", que apontam para a proposta de priorizar a vivência das pessoas. Desconfie de alternativas que propõem soluções extremas ou muito restritivas, pois Gehl enfatiza equilíbrio e inclusão.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

Desenho urbano é com Jan Gehl mesmo. Os livros dele são todos bem ilustrados e preocupados com o traçado e proporção do espaço urbano

Os cinco conselhos urbanos defendidos por Jan Gehl, que orientam o desenho de cidades centradas nas pessoas:

  • Fazer da vida pública o eixo do desenho urbano: Projetar ruas, praças e espaços públicos de forma que as pessoas queiram estar e interagir.

  • Priorizar os pedestres e ciclistas: Dar segurança, conforto e conveniência à mobilidade não motorizada, reduzindo a dominância do carro.

  • Proporcionar diversidade e vitalidade: Criar ambientes com usos variados, horários ativos e estímulos sociais, promovendo encontros e interação.

  • Humanizar a escala urbana: Garantir que edifícios, vias e espaços públicos estejam em proporção e ritmo adequados à percepção e ao movimento das pessoas.

  • Desenvolver ambientes confortáveis e convidativos: Criar microclimas agradáveis, sombra, bancos, paisagismo e elementos que tornem o espaço público acolhedor e seguro.

Em Copenhague, esses princípios se traduziram no plano “Uma Metrópole para as Pessoas” (2009), com ênfase em ampliar a vida pública e a mobilidade a pé e de bicicleta, tornando os espaços urbanos mais atrativos e sustentáveis.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo