"Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto in...
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Ano: 2026
Banca:
IGEDUC
Órgão:
Prefeitura de Pão de Açúcar - AL
Prova:
IGEDUC - 2026 - Prefeitura de Pão de Açúcar - AL - Professor de História |
Q4046874
Português
Texto associado
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aluno e professora criam tecido com bagaço da
cana-de-açúcar, em Goiás.
Uma professora e um aluno da rede pública de educação
de Goiás desenvolveram um tecido a partir do bagaço da
cana-de-açúcar, com potencial para uma futura produção
têxtil. O projeto, que une experimentação científica e
sustentabilidade, foi selecionado para representar o
estado em uma feira de bioinovação que acontecerá em
novembro, na Bahia.
Professora de Biologia no Centro de Ensino em Período
Integral (Cepi) Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia,
Gabrielle Rosa Silva, de 29 anos, explicou ao g1 que a
ideia surgiu durante pesquisas, na escola, sobre o
desenvolvimento de algum produto através de material
comumente descartado.
Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos
Santos, seu aluno do terceiro ano do ensino médio, que
levaram ao resultado final. Como eles já haviam
desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o
estudante perguntou se seria possível produzir também
tecido a partir do material.
Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto
indo tão longe, a sensação é de orgulho. Ele conta que
levou a ideia para a professora quando começou a
perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o
consumo de roupas tem crescido de forma tão
exacerbada.
O jovem diz que considera a seleção do projeto para a
exposição na Bahia uma conquista enorme. "No começo,
eu não acreditava que poderia ir tão longe,
principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma
escola pública e com poucos recursos", afirmou.
Thiago destaca que ver tudo isso dando certo mostra
que a ciência pode mudar a realidade. "E também que
pequenas ideias, quando feitas com dedicação, podem
gerar grandes impactos para a sustentabilidade e o
futuro do planeta", completou.
Segundo a professora, o processo de produção envolve,
após higienização, a preparação da biomassa. "A gente
extrai a celulose e depois faz como se fosse uma
dissolução porque aquele bagaço é rígido e tem que ficar
no caso um pouquinho mais, digamos, emoliente",
explica.
Só no processo de extração da celulose são necessárias
cerca de três horas. O procedimento utiliza água e soda
cáustica sob temperatura constante de 80ºC para
quebrar os compostos orgânicos e liberar a celulose. Em
seguida, é feita a clarificação do material com água
oxigenada.
O passo seguinte é o que ela chama de "formação",
quando o bagaço deixa o aspecto rígido e passa a
apresentar consistência fibrosa. "Fica como se fosse ummini algodão. Então, a gente faz o processo de fiação,
que é a formação de um fio. Depois, a gente faz os
ajustes finais. Demora um pouquinho, mais ou menos
uns 10 dias para fazer tudo", detalhou Gabrielle.
Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e
Bioenergia (Unica), que representa o setor
sucroalcooleiro, dão uma ideia do potencial da ideia caso
ela, um dia, ganhe escala industrial. Segundo a entidade,
o Centro-Sul do país processou cerca de 679,7 milhões
de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2024/25. Cada
tonelada de cana moída gera, em média, cerca de 250
kg de bagaço. Assim, estima-se a geração de cerca de
170 milhões de toneladas de bagaço por safra.
De acordo com a Unica, atualmente a maior parte do
bagaço não é descartada porque é aproveitada para
cogeração de energia (térmica e elétrica) nas próprias
usinas. E uma parte menor pode ser usada em outros
subprodutos, como, por exemplo, ração animal.
Ainda assim, a entidade afirmou, em nota, que avalia
como positivas iniciativas como a da professora Gabriella
e do aluno Thiago, uma vez que "ampliam o uso
sustentável dos resíduos da cana, por estarem alinhadas
aos princípios de circularidade e bioinovação que o setor
vem promovendo".
https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/10/25/aluno-eprofessora-criam-tecido-com-bagaco-da-cana-de-acucarem-goias.ghtml
https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/10/25/aluno-e-professora-cri
am-tecido-com-bagaco-da-cana-de-acucar-em-goias.ghtml
"Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto
indo tão longe, a sensação é de orgulho. Ele conta que
levou a ideia para a professora quando começou a
perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o
consumo de roupas tem crescido de forma tão
exacerbada."
Levando em conta os aspectos fonológicos da língua, abrangendo a prosódia e a ortoepia, tanto dos vocábulos presentes no texto quanto de outros alheios a esse contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. Nos vocábulos 'entrevista' e 'projeto', nota-se que os segmentos iniciais concorrem para uma articulação mais fluente: no primeiro, em razão da ocorrência de um dígrafo vocálico; no segundo, pela justaposição imediata de duas consoantes inseparáveis.
II. A letra 'u', quando ocorre após 'g' ou 'q', pode assumir diferentes comportamentos fonéticos: em certos casos, realiza-se como vogal ou semivogal, sendo efetivamente pronunciada, como em 'quando'; em outros, integra um dígrafo, não se manifestando na cadeia sonora, como em 'equino'.
III. Determinadas formas admitidas pelo sistema ortográfico comportam variações na grafia em razão de diferentes realizações fonéticas, como ocorre com 'abrupto', que pode ser registrado tanto com hífen (ab-rupto) quanto sem hífen (abrupto), sendo ambas as formas consideradas corretas.
IV. A silabada configura um desvio de prosódia que consiste no deslocamento indevido do acento tônico de uma palavra. Em muitos casos, por desconhecer a sílaba tônica correta, o falante acaba por não a pronunciar de forma adequada.
Desse modo, vocábulos como 'ureter' e 'sutil' são corretamente pronunciados com acento tônico na última sílaba, ao passo que 'rubrica' e 'avaro' são, por vezes, indevidamente articulados como proparoxítonos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Levando em conta os aspectos fonológicos da língua, abrangendo a prosódia e a ortoepia, tanto dos vocábulos presentes no texto quanto de outros alheios a esse contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. Nos vocábulos 'entrevista' e 'projeto', nota-se que os segmentos iniciais concorrem para uma articulação mais fluente: no primeiro, em razão da ocorrência de um dígrafo vocálico; no segundo, pela justaposição imediata de duas consoantes inseparáveis.
II. A letra 'u', quando ocorre após 'g' ou 'q', pode assumir diferentes comportamentos fonéticos: em certos casos, realiza-se como vogal ou semivogal, sendo efetivamente pronunciada, como em 'quando'; em outros, integra um dígrafo, não se manifestando na cadeia sonora, como em 'equino'.
III. Determinadas formas admitidas pelo sistema ortográfico comportam variações na grafia em razão de diferentes realizações fonéticas, como ocorre com 'abrupto', que pode ser registrado tanto com hífen (ab-rupto) quanto sem hífen (abrupto), sendo ambas as formas consideradas corretas.
IV. A silabada configura um desvio de prosódia que consiste no deslocamento indevido do acento tônico de uma palavra. Em muitos casos, por desconhecer a sílaba tônica correta, o falante acaba por não a pronunciar de forma adequada.
Desse modo, vocábulos como 'ureter' e 'sutil' são corretamente pronunciados com acento tônico na última sílaba, ao passo que 'rubrica' e 'avaro' são, por vezes, indevidamente articulados como proparoxítonos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.