Verdes, bonitas e de aparência inofensiva, as plantas
também podem ser ecologicamente incorretas – as chamadas
"invasoras", por exemplo, representam a segunda maior causa
de destruição da biodiversidade do planeta, perdendo apenas
para o desmatamento. Só para se ter parâmetro de sua agressividade, segundo os especialistas, elas são mais predadoras
do que o aquecimento global. Trata-se de espécies exóticas
trazidas de outros países que, plantadas em um novo habitat,
passam a destruir a flora e a fauna nativas. Livres de "adversários", elas vão se alastrando até virarem praga. Mas quem
poderia desconfiar de uma jaqueira, de uma amendoeira ou de
um bambuzal? Plantas invasoras como essas estão agora
chamando a atenção do governo federal e de secretarias do
meio ambiente de todo o país.
Crescem as constatações de que ameaçam a flora
causando, juntamente com outros animais, um prejuízo anual
superior a R$ 100 milhões. Para atacar o problema, o Ministério
do Meio Ambiente está elaborando uma estratégia para combatê-las, que deve ser colocada em prática no próximo ano.
Uma lista preliminar já tachou 542 seres vivos de "exóticos e
invasores" no Brasil, e cerca de 100 deles são plantas. O
Ministério também lançará um livro que reúna dados sobre
espécies invasoras marinhas. Depois virão outros volumes,
mostrando as vilãs dos rios, do meio terrestre, do sistema de
produção agrícola e da saúde humana − isso se dá no momento
em que diversos Estados também se ocupam do problema.
Quando se comemorou o Dia da Mata Atlântica (27 de
maio), a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio recebeu de
pesquisadores um rol de 226 espécies invasoras da flora local.
"Queremos que sirva como critério para barrar sua entrada e o
seu plantio", diz a Superintendente de Biodiversidade da secretaria. Entre as principais ameaças identificadas está a jaqueira –
que, ao contrário do que muitos julgam, não é um exemplar
original. Trazida da Ásia durante a colonização, foi proliferando
aos poucos e hoje ocupa o lugar de espécies nativas nos
parques e reservas do Rio, como a floresta da Tijuca.
Segundo especialistas, o homem, desavisado do estrago
que pode provocar no ambiente, acaba sendo responsável pela
introdução de boa parte das espécies invasoras. Uma forma de
disseminação é o uso dessas árvores exóticas no paisagismo
urbano – tradição brasileira que começou com a corte portuguesa, foi alterada na década de 1920 por paisagistas como
Burle Max (que preferiam as exóticas tropicais), mas que agora
começa a ser revista.
(Adaptado de Maíra Magro. Revista Istoé, 24 de junho de 2009,
p. 100-101)
− isso se dá no momento em que diversos Estados
também se ocupam do problema. (2° parágrafo)
O pronome grifado acima refere-se corretamente, no
texto, à
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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