As chuvas se intensificaram e causaram diversos transtornos...

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Q3457105 Português
O que é uma tempestade, como ela se forma


As pesquisas pelo termo "tempestade" cresceram mais de 50% na comparação com o ano passado e mais de 70% nos últimos três anos.

Os moradores da região Sul do país — Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná — foram os que mais tiveram interesse no tema.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas se intensificaram e causaram diversos transtornos como alagamentos e enchentes em cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina principalmente.

Uma tempestade é um fenômeno meteorológico que "tem como características ventos fortes, chuva, trovoadas, relâmpagos, granizo e raios", explica Paulo Cezar Mendes, professor de climatologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Ou seja, é uma chuva forte com raios ou granizos; logo, chuvas que não têm pelo menos um desses fenômenos, não são consideradas tempestades.

Elas se formam em nuvens grandes verticais chamadas cumulonimbus.

Já chuvas mais amenas são formadas em nuvens cirrus − fibrosas, altas, brancas e finas − ou stratus − nuvens com menos formato, que ficam um pouco mais baixas no céu.

O tipo de nuvem formado é o que determina a intensidade da chuva, o tempo que ela vai demorar para cair e, consequentemente, se ela é uma tempestade ou não.

Uma tempestade é um fenômeno meteorológico caracterizado por muita instabilidade atmosférica; as moléculas presentes na superfície terrestre se movimentam de maneira muito intensa, provocando a formação de nuvens.

Estas nuvens se formam a partir da movimentação do ar em uma área de baixa pressão atmosférica. A tempestade está associada, principalmente, ao encontro de duas massas de ar com características diferentes − quente/seca e úmida/fria − que provoca uma variação de temperatura na atmosfera.

Esse choque provoca uma movimentação intensa das moléculas presentes na superfície da terra, ou seja, o ar quente − menos denso − eleva-se para a atmosfera, enquanto o ar frio − mais denso − desce em direção à superfície do solo, proporcionando uma redução da pressão atmosférica. Esse choque entre massas de ar é o que causa a tempestade.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ ce5pl2e1nkdo. Adaptado.
As chuvas se intensificaram e causaram diversos transtornos como 'alagamentos' e 'enchentes'. 
Os vocábulos destacados são formados pelo processo denominado, respectivamente, de: 
Alternativas

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Tema central: O tema abordado é formação de palavras em morfologia, voltado para a análise dos processos de derivação sufixal e o reconhecimento de diferentes mecanismos morfológicos conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.

Justificativa para a alternativa correta (B – sufixação – sufixação):

Ambas as palavras analisadas, “alagamentos” e “enchentes”, são formadas por derivação sufixal:

  • Alagamentos: deriva do verbo alagar com a adição do sufixo -mento (alagar + mento = alagamento, com o plural alagamentos). Esse sufixo indica o resultado ou efeito da ação, típicos da classe dos substantivos de ação.
  • Enchentes: proveniente do verbo encher com o sufixo -ente (encher + ente = enchente, plural enchentes). O sufixo também forma substantivos de resultado, sem adição de prefixo.

Regra normativa: Conforme Cunha & Cintra e Bechara, derivação sufixal ocorre quando se acrescenta apenas sufixo ao radical, sem envolver prefixação simultânea.

Análise crítica das alternativas incorretas:

  • A) Sufixação – parassíntese: Para haver parassíntese, a palavra deveria ser criada simultaneamente com prefixo e sufixo, e não é o caso de “enchentes”.
  • C) Justaposição – aglutinação: São tipos de composição, união de dois radicais; “alagamentos” e “enchentes” não são compostas por essa via.
  • D) Parassíntese – sufixação: Novamente, “alagamentos” não envolve a simultaneidade de prefixo e sufixo; trata-se apenas de uma derivação sufixal.

Ponto de atenção para provas: Analise sempre se a retirada de prefixo ou sufixo “quebra” o significado ou impede a existência da palavra (caso da parassíntese). Nas palavras em análise, ambos os radicais (“alagar”, “encher”) existem previamente, comprovando que se trata de sufixação.

Resumo: “Alagamentos” e “enchentes” são clássicos exemplos de derivação sufixal: o radical verbal recebe o sufixo e forma substantivos, conforme a morfologia normativa.

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Os vocábulos "alagamentos" e "enchentes" são formados, respectivamente, pelos processos de sufixação e parassíntese.

Alagamento: É formado pela derivação sufixal, onde o sufixo "-mento" é adicionado ao verbo "alagar", indicando o resultado ou efeito da ação de alagar.

Enchente: É formado por parassíntese, que é um processo de derivação onde ocorre a união de um prefixo e um sufixo a um radical ao mesmo tempo. No caso de "enchente", o prefixo "en-" e o sufixo "-ente" são adicionados ao radical "ch-", formando a palavra.

Verbo Alagar - Radical (Alag-)

Sufixo (-amento)

Verbo Encher- Radical (Ench-)

Sufixo ( -ente)

Na frase, "alagamentos" deriva de alagar + sufixo -mento (sufixação), e "enchentes" deriva de encher + sufixo -nte (sufixação). Não há parassíntese (prefixo + sufixo), justaposição ou aglutinação (união de palavras).

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