Em caso de invaginação intestinal, a redução incruenta com e...
Em caso de invaginação intestinal, a redução incruenta com enema está contraindicada em todas as situações abaixo, EXCETO,
Gabarito comentado
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Comentário do gabarito:
Tema central: A questão aborda a invaginação intestinal, emergência abdominal pediátrica caracterizada pelo deslizamento de um segmento intestinal dentro de outro, levando a obstrução, isquemia e risco de necrose. O tratamento preferencial, quando não há contraindicações, é a redução incruenta via enema baritado ou pneumático, sob monitoração adequada.
Análise da alternativa correta:
C) Bom estado geral: O enema para redução da invaginação não está contraindicado quando a criança está em bom estado geral, sem sinais de choque, peritonite ou perfuração. Nesses casos, o procedimento é a opção inicial conforme preconizado pela Associação Médica Brasileira: “A intervenção cirúrgica está indicada quando há falha na redução da invaginação por enema [...] ou nas contra-indicações ao exame.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Crianças acima de 2 anos: Contraindicada. Após os 2 anos, as invaginações geralmente possuem causa patológica (ex: pólipo, tumor), aumentando o risco de complicações e a chance de necessidade cirúrgica.
B) Tempo de evolução acima de 48 horas: Contraindicada. O risco de necrose e perfuração aumenta significativamente, tornando a redução por enema perigosa (diretrizes: Projeto Diretrizes, AMB/CFM).
D) Sinais de peritonite: Contraindicada. Sinaliza perfuração ou necrose intestinal, quadro em que o tratamento cirúrgico é mandatório, pois enema pode ocasionar piora e sepse.
E) Invaginação crônica ou recorrente: Contraindicada. Nesses casos, é mais provável haver lesão orgânica subjacente, devendo-se evitar o enema e indicar cirurgia para investigação e resolução definitiva.
Pontos-chave e estratégia: Atenção a palavras como “EXCETO”, pois mudam o foco da pergunta. A alternativa correta é a única situação EM QUE NÃO há contraindicação, ou seja, bom estado geral.
Referências clínicas: Manual de Cirurgia Pediátrica (Ladd & Gross), Projeto Diretrizes AMB/CFM, UpToDate e Sociedade Brasileira de Pediatria reforçam essas condutas.
Resumo: A redução incruenta por enema só é indicada se a criança estiver clinicamente estável e sem sinais de complicação abdominal grave.
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