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Q3191427 Fonoaudiologia
Em pacientes com disfagia orofaríngea neurogênica, o fonoaudiólogo pode aplicar diversas técnicas terapêuticas para melhorar a segurança e a eficiência da deglutição. Uma das técnicas de intervenção mais indicadas, que envolve a mudança da posição da cabeça e pescoço para redirecionar o fluxo do bolo alimentar e minimizar o risco de aspiração, é conhecida como:
Alternativas

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Alternativa correta: C - Chin-tuck (flexão de cabeça)

Tema central da questão: Disfagia orofaríngea neurogênica refere-se à dificuldade de deglutição causada por alterações neurológicas, como em pacientes pós-AVC ou com doenças neuromusculares. Nesses casos, uma das funções do fonoaudiólogo é adotar estratégias compensatórias para garantir uma deglutição mais segura (evitar aspiração pulmonar) e eficiente (reduzir resíduos e engasgos).

Base teórica: O chin-tuck consiste em inclinar levemente o queixo em direção ao peito durante a deglutição. Essa posição ajuda a proteger as vias aéreas e redirecionar o fluxo do bolo alimentar, reduzindo o risco de aspiração em disfagias neurogênicas. Esse procedimento é amplamente recomendado em manuais de fonoaudiologia clínica, como o Manual de Disfagia da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.

Justificativa da alternativa correta: O enunciado fala de mudança de posição da cabeça e pescoço para desviar o bolo alimentar e evitar aspiração, exatamente o que a flexão de cabeça (chin-tuck) proporciona. Ela é simples, rápida de aplicar e eficaz em muitos casos de disfagia neurogênica.

Análise das alternativas incorretas:

  • A - Estimulação elétrica neuromuscular: Não envolve mudança postural, mas sim uso de corrente elétrica para estimular músculos da deglutição. Usa-se geralmente em reabilitação motora, não para redirecionar o bolo alimentar.
  • B - Manobra de Mendelsohn: Técnica ativa que exige treinamento para o paciente elevar e manter a laringe durante a deglutição, melhorando a abertura do esfíncter esofágico superior, mas não implica alteração da posição da cabeça.
  • D - Espessamento dos líquidos: Modifica a consistência dos alimentos, não a postura. É útil para controlar a velocidade do trânsito do bolo, mas não redireciona o fluxo anatômico.
  • E - Manobra de supraglótica: Exige que o paciente segure o ar, degluta e tussa para limpar a via aérea, sem alteração da posição da cabeça.

Dica de interpretação: Sempre procure por palavras-chave no enunciado, como “posição da cabeça e pescoço” e “redirecionar o fluxo do bolo”, e descarte opções que tratem de consistência ou manobras sem ajuste postural.

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