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Q2185442 Medicina
Paciente de 11 anos de idade dá entrada no serviço de urgência com quadro de perda aguda da visão que precedeu quadro de crise convulsiva generalizada. Ao exame, apresenta evidências de déficit neurológico focal e PA = 160 X 100mmHg. Sobre este caso, assinale a alternativa CORRETA. 
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Tema central: A questão aborda emergência hipertensiva em pediatria, cenário no qual há elevação aguda e grave da pressão arterial (160 x 100 mmHg em uma criança) acompanhada de sintomas e sinais de lesão em órgão-alvo (déficit neurológico, convulsão e perda de visão súbita). Reconhecer o quadro e saber sua conduta é essencial na assistência pediátrica.

Justificativa da alternativa correta (D): A hidralazina é um vasodilatador arteriolar utilizado em algumas situações de urgência hipertensiva, mas sua ação é imprevisível, principalmente em pacientes pediátricos. Isso ocorre devido à grande variação individual na resposta e à possibilidade de redução abrupta ou insuficiente da pressão. Segundo o Manual de Medicina Intensiva Pediátrica: “hidralazina apresenta variabilidade de meia-vida e resposta”. Em contextos de emergência hipertensiva, é preferível utilizar agentes com efeitos mais previsíveis e fácil titulação, como nitroprussiato de sódio ou labetalol, especialmente quando há envolvimento neurológico.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Incorreta. Emergência hipertensiva envolve lesão em órgão-alvo (sinais neurológicos agudos), não apenas elevação pressórica sem sintomas graves. O caso descrito não é apenas urgência hipertensiva.

B) Incorreta. As diretrizes orientam não reduzir a PA em mais de 25% nas primeiras 8 horas; reduções abruptas (como cortar 50% em uma hora) podem causar isquemia cerebral ou de outros órgãos.

C) Incorreta. O nitroprussiato de sódio, por seu perfil de ação rápida e possibilidade de ajuste em bomba de infusão contínua, é considerado droga de escolha em emergências hipertensivas pediátricas (Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial).

E) Incorreta. Glomerulopatias são causas comuns e importantes de hipertensão secundária em crianças, devendo sempre ser investigadas nesse perfil de paciente.

Dicas de prova: Atenção à palavra-chave “órgão-alvo” (emergência e não urgência) e ao raciocínio clínico de que drogas imprevisíveis não são preferidas em quadros graves pediátricos.

Resumo das recomendações: “Na emergência hipertensiva pediátrica, prioriza-se agentes de ação previsível e titulável. Hidralazina, por seu efeito variável, não é a primeira escolha neste contexto.” (Manual de Medicina Intensiva Pediátrica).

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Comentários

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A alternativa correta é a D, pois a hidralazina é uma droga de ação imprevisível e, portanto, não é a escolha ideal para tratar um paciente com quadro de perda aguda da visão, crise convulsiva e déficit neurológico focal, associado à hipertensão arterial sistêmica. Além disso, não há evidências de lesões em órgãos-alvo que justifiquem a urgência hipertensiva. O controle da PA deve ser feito gradualmente, com o objetivo de prevenir complicações e preservar a perfusão cerebral.

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