Paciente de 11 anos de idade dá entrada no serviço de urgên...
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Tema central: A questão aborda emergência hipertensiva em pediatria, cenário no qual há elevação aguda e grave da pressão arterial (160 x 100 mmHg em uma criança) acompanhada de sintomas e sinais de lesão em órgão-alvo (déficit neurológico, convulsão e perda de visão súbita). Reconhecer o quadro e saber sua conduta é essencial na assistência pediátrica.
Justificativa da alternativa correta (D): A hidralazina é um vasodilatador arteriolar utilizado em algumas situações de urgência hipertensiva, mas sua ação é imprevisível, principalmente em pacientes pediátricos. Isso ocorre devido à grande variação individual na resposta e à possibilidade de redução abrupta ou insuficiente da pressão. Segundo o Manual de Medicina Intensiva Pediátrica: “hidralazina apresenta variabilidade de meia-vida e resposta”. Em contextos de emergência hipertensiva, é preferível utilizar agentes com efeitos mais previsíveis e fácil titulação, como nitroprussiato de sódio ou labetalol, especialmente quando há envolvimento neurológico.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Emergência hipertensiva envolve lesão em órgão-alvo (sinais neurológicos agudos), não apenas elevação pressórica sem sintomas graves. O caso descrito não é apenas urgência hipertensiva.
B) Incorreta. As diretrizes orientam não reduzir a PA em mais de 25% nas primeiras 8 horas; reduções abruptas (como cortar 50% em uma hora) podem causar isquemia cerebral ou de outros órgãos.
C) Incorreta. O nitroprussiato de sódio, por seu perfil de ação rápida e possibilidade de ajuste em bomba de infusão contínua, é considerado droga de escolha em emergências hipertensivas pediátricas (Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial).
E) Incorreta. Glomerulopatias são causas comuns e importantes de hipertensão secundária em crianças, devendo sempre ser investigadas nesse perfil de paciente.
Dicas de prova: Atenção à palavra-chave “órgão-alvo” (emergência e não urgência) e ao raciocínio clínico de que drogas imprevisíveis não são preferidas em quadros graves pediátricos.
Resumo das recomendações: “Na emergência hipertensiva pediátrica, prioriza-se agentes de ação previsível e titulável. Hidralazina, por seu efeito variável, não é a primeira escolha neste contexto.” (Manual de Medicina Intensiva Pediátrica).
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