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Q2185438 Medicina
A gravidez não planejada na adolescência pode ser considerada um problema de saúde pública, pois está frequentemente associada à violência no adolescente e leva a consequências negativas para a mãe e o bebê. Família, profissionais da saúde, escolas e governos desempenham papel fundamental em relação à orientação das adolescentes vítimas de violência para prevenção da gravidez e mesmo naquela que já iniciaram vida sexual. Sobre o tema, é CORRETO afirmar que
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Tema central: anticoncepção na adolescência, especialmente no contexto de violência sexual, com foco em prevenção de gravidez e IST. A banca avalia conhecimento de diretrizes atuais (OMS/Ministério da Saúde/FEBRASGO/ACOG) e a segurança/indicação dos métodos em adolescentes.

Alternativa correta (E): Anticoncepção de emergência (AE) pode ser usada até 5 dias (120h) após a relação, com melhor eficácia nas primeiras 72h. Opções: levonorgestrel 1,5 mg dose única (preferível nas primeiras 72h), ulipristal 30 mg (até 120h, maior eficácia que levonorgestrel entre 72–120h) e DIU de cobre até 5 dias (método mais eficaz). Em vítimas de violência, a AE deve ser ofertada de imediato, junto a profilaxia de IST e apoio psicossocial. Referências: OMS MEC, Ministério da Saúde, FEBRASGO, ACOG.

Análise das alternativas incorretas

A) “Preservativo dispensável se já usa método anticonceptivo.” — Incorreta. O preservativo nunca é dispensável para prevenção de IST. Em adolescentes recomenda-se dupla proteção (método anticonceptivo eficaz + preservativo). Diretrizes OMS/MS/CDC reforçam o uso de camisinha mesmo com pílula, implante ou DIU.

B) “LARC é contraindicado em adolescentes.” — Incorreta. Métodos reversíveis de longa ação (LARC) — DIU de cobre, DIU LNG e implante de etonogestrel — são seguros e de 1ª linha para adolescentes, com alta eficácia e adesão. Classificação OMS/CDC: categoria 1–2 para adolescentes/nullíparas. ACOG e FEBRASGO recomendam LARC para reduzir gravidez não planejada.

C) “< 14 anos: apenas comportamentais e de barreira.” — Incorreta. A idade, por si, não limita os métodos. Adolescentes podem usar todos os métodos conforme elegibilidade médica e consentimento informado. Em contexto legal (violência sexual), deve-se garantir acesso integral, incluindo AE e LARC, sem restringir a métodos menos eficazes.

D) “DIU contraindicado por aumentar muito DIP em adolescentes.” — Incorreta. O DIU tem apenas pequeno aumento transitório de risco de DIP nas primeiras ~3 semanas pós-inserção; depois, o risco se iguala ao basal. Em adolescentes, o DIU é seguro, inclusive em nulíparas, desde que avaliado risco de IST, com triagem/tratamento quando indicado. OMS/CDC: não contraindicado por idade.

Estratégia de prova: Desconfie de termos absolutos como “contraindicado”, “únicos” e “dispensável”. Lembre: dupla proteção, LARC é recomendado, DIU é seguro e AE até 120h (preferir ≤72h).

Referências essenciais: OMS Medical Eligibility Criteria; CDC/US MEC; ACOG – LARC in adolescents; Ministério da Saúde – Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual e Cadernos de Saúde Sexual e Reprodutiva; FEBRASGO – Manual de Anticoncepção; UpToDate – Contraception in adolescents.

Gabarito: E.

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A resposta correta é a alternativa E: a anticoncepção de emergência pode ser utilizada em adolescentes vítimas de violência até o quinto dia após a relação sexual, preferencialmente nas primeiras 72 horas. A gravidez não planejada na adolescência é um problema de saúde pública que pode estar associado à violência e ter consequências negativas para a mãe e o bebê. É importante que a família, profissionais da saúde, escolas e governos orientem as adolescentes sobre prevenção da gravidez e métodos anticoncepcionais. Nesse contexto, a anticoncepção de emergência pode ser uma alternativa para adolescentes vítimas de violência sexual que não utilizaram nenhum método anticoncepcional. É indicada até o quinto dia após a relação sexual, mas é preferível que seja usada nas primeiras 72 horas para maior eficácia.

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