Mulher de 55 anos de idade, obesa e portadora de diabetes ti...

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Q4039392 Medicina
Mulher de 55 anos de idade, obesa e portadora de diabetes tipo 2, refere sangramento irregular. O exame ginecológico revela colo uterino de aspecto habitual. A ultrassonografia mostra útero de 120 cm3, miométrio homogêneo, endométrio com espessura de 12 mm e ovários normais. A histeroscopia com biópsia realizada foi conclusiva para hiperplasia endometrial complexa com atipias. Qual é a conduta para o melhor cuidado dessa paciente?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A biópsia histeroscópica já definiu hiperplasia endometrial complexa com atipias, que é lesão premaligna de alto risco e pode coexistir com carcinoma endometrial. Em mulher de 55 anos, sem objetivo reprodutivo e com obesidade e diabetes, a conduta passa a ser tratamento cirúrgico definitivo.

Tema central: Hiperplasia endometrial com atipias
Análise das alternativas
A
Errada
Ablação histeroscópica do endométrio é inadequada porque é um método ablativo de controle local e não trata de modo apropriado uma lesão endometrial com atipias e risco premaligno. Além disso, dificulta a vigilância histológica posterior.
B
Errada
Curetagem uterina fracionada não é a melhor conduta porque o caso já tem diagnóstico histológico estabelecido por histeroscopia com biópsia conclusiva. Repetir procedimento diagnóstico não resolve a lesão atípica e não substitui o tratamento definitivo.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque, diante de hiperplasia endometrial complexa com atipias em paciente no climatério/pós-menopausa e sem desejo de preservação uterina, a conduta indicada é histerectomia. O achado histológico é o ponto decisivo da questão, pois desloca o manejo de opções conservadoras ou apenas diagnósticas para tratamento definitivo. Entre as alternativas, a histerectomia com salpingo-oforectomia bilateral é a que corresponde a esse cuidado cirúrgico definitivo.
D
Errada
Acetato de medroxiprogesterona é estratégia conservadora possível em situações selecionadas, como preservação de fertilidade, contraindicação cirúrgica ou impossibilidade de cirurgia. Esse não é o perfil apresentado: trata-se de mulher de 55 anos, com hiperplasia complexa com atipias e fatores de risco metabólicos, cenário em que a conduta de melhor cuidado é cirúrgica.
E
Errada
Sistema intrauterino com levonorgestrel também é opção conservadora para alguns casos de hiperplasia endometrial, mas não representa o melhor cuidado neste caso típico. A presença de atipia em paciente de 55 anos, sem necessidade de preservação uterina, favorece tratamento definitivo por histerectomia em vez de manejo hormonal isolado.
Pegadinha da questão
A banca tenta fazer o candidato decidir pela espessura endometrial, pelo sangramento ou por terapias usadas em hiperplasia sem atipia e em sangramento benigno. O ponto que realmente muda a conduta é a biópsia conclusiva com atipias; depois desse achado, a decisão passa a ser guiada pelo risco premaligno, não pelo controle sintomático do sangramento.
Dica para questões semelhantes
  • Em sangramento uterino anormal, quando já existe biópsia conclusiva, a conduta deve ser guiada pelo laudo histopatológico, não apenas pela ultrassonografia.
  • Hiperplasia endometrial com atipias muda a lógica do manejo: deixa de ser um problema apenas de sangramento e passa a exigir raciocínio de lesão premaligna.
  • Em mulher no climatério ou pós-menopausa, sem desejo reprodutivo, opções com progestagênio ou dispositivo intrauterino só superam cirurgia em cenários selecionados; no caso típico de prova, a resposta tende a ser tratamento definitivo.
  • Procedimentos ablativos ou nova curetagem não substituem conduta oncológica adequada quando já há lesão endometrial atípica confirmada.

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