Paciente de 52 anos de idade, nuligesta, última menstruação ...

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Q4039391 Medicina
Paciente de 52 anos de idade, nuligesta, última menstruação há seis meses, comparece ao médico com queixa de ondas de calor intensas, predominantemente noturnas, que a incomodam. Não tem outras queixas associadas. No momento está sem parceiro, não tem queixas urogenitais. É hipertensa, controlada com medicação. Pratica atividade física diariamente.

Ao exame físico: PA = 125 x 85 mmHg; FC = 68 bpm; IMC = 23,5 kg/m2. Exame físico ginecológico sem alterações. Foi realizada propedêutica habitual para essa paciente. Resultados de mamografia, citologia oncótica, colonoscopia, lipidograma e glicemia estão normais.

Nesse caso, para o melhor cuidado da paciente, a terapêutica mais adequada é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Fogachos intensos em paciente climatérica sem contraindicação aparente indicam terapia hormonal menopausal; como ela tem útero, é necessário associar progestagênio para proteção endometrial. Além disso, por ser hipertensa, ainda que controlada, a via transdérmica do estradiol é preferível à oral por menor efeito de primeira passagem hepática e perfil mais favorável metabólico/trombótico, o que sustenta a alternativa E.

Tema central: Terapia hormonal no climatério
Análise das alternativas
A
Errada
Embora seja um esquema estroprogestativo capaz de aliviar fogachos e contemple proteção endometrial, usa estrogênio por via oral. No contexto de hipertensão controlada, a preferência é pela via transdérmica, que evita primeira passagem hepática e tem perfil mais favorável sobre pressão, triglicerídeos e trombogênese. O erro é confundir uma opção possível com a mais adequada.
B
Errada
Mudança nutricional e acupuntura podem ser medidas adjuvantes, mas não têm eficácia comparável à terapia hormonal para fogachos intensos. Não são a melhor escolha quando a paciente é elegível para hormônios e a queixa principal é vasomotora.
C
Errada
Raloxifeno não trata fogachos e pode até piorar sintomas vasomotores. Seu uso se relaciona mais à proteção óssea, não ao controle da queixa principal desta paciente.
D
Errada
Isoflavonas têm eficácia inferior e inconsistente para fogachos, especialmente quando os sintomas são intensos. Por isso, não superam a terapia hormonal menopausal neste caso.
E
Certa
A alternativa E reúne os três elementos adequados ao caso: trata de forma eficaz os sintomas vasomotores intensos, usa estradiol por via transdérmica, mais apropriada que a oral no contexto de hipertensão controlada, e associa progesterona micronizada para oposição endometrial, necessária porque a paciente tem útero presumidamente íntegro. Assim, é a melhor opção entre as oferecidas.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre hipertensão controlada e contraindicação à terapia hormonal, quando o ponto correto é preferir a via transdérmica; além disso, tenta fazer a formulação oral combinada parecer equivalente à melhor resposta.
Dica para questões semelhantes
  • Em fogachos moderados ou intensos no climatério, sem contraindicação aparente, a terapia hormonal é a opção mais eficaz.
  • Se a mulher tem útero, estrogênio sistêmico deve vir acompanhado de progestagênio para proteção endometrial.
  • Quando houver hipertensão ou preocupação metabólica/trombótica, verifique a opção transdérmica de estradiol, pois ela tende a ser preferida à via oral.
  • Não escolha raloxifeno, isoflavonas ou terapias complementares como melhor resposta para fogachos intensos se houver opção hormonal adequada.

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