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Ano: 2019 Banca: NUCEPE Órgão: FMS Prova: NUCEPE - 2019 - FMS - Médico Pediatra |
Q1050388 Medicina
Caio, 5 anos de idade, chega ao pronto atendimento, com frequência cardíaca de 220 bpm, de início abrupto, sem outra sintomatologia ou alteração clínica. Ao ser monitorado, observou-se, no traçado, a presença de uma taquicardia supraventricular. Qual a primeira conduta a ser realizada?
Alternativas

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Tema central: O caso aborda a conduta inicial frente à taquicardia supraventricular (TSV) em pediatria. A TSV é a arritmia mais comum em crianças e possui início súbito, frequência elevada e, em geral, ausência de sintomas quando estável. O ponto-chave é reconhecer a abordagem correta diante de um paciente estável e a ordem das intervenções recomendadas.

Justificativa – Alternativa Correta (D: Manobras vagais): Segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC): “Manobras vagais devem ser a primeira linha de conduta em pacientes estáveis.” Também o Manual MSD reforça: “Manobras vagotônicas podem interromper a taquiarritmia; particularmente se utilizadas cedo.” Tais manobras—como a manobra de Valsalva, ou imersão facial em água gelada em crianças—atuam aumentando o tônus vagal, inibindo o nó AV e podendo reverter a arritmia de forma não invasiva. São seguras, práticas, e de fácil execução.

Análise das alternativas incorretas:

A) Adenosina: Embora eficaz para reverter TSV, só deve ser utilizada se as manobras vagais falharem. Não é recomendada como primeira escolha em pacientes estáveis. Pegadinha frequente: muitos alunos associam diretamente “TSV” à adenosina, sem checar a estabilidade do paciente!

B) Adrenalina: Indicada em bradicardias instáveis ou parada cardíaca, nunca em taquicardias supraventriculares; pode inclusive piorar o quadro.

C) Atropina: Utiliza-se para tratar bradicardias sintomáticas, não tem indicação em taquiarritmias.

E) Hidratação venosa: Pode ser útil em casos de desidratação, mas não interrompe a TSV nem é específica para reversão de arritmias.

Dica de prova: Fique atento ao quadro clínico! Hemodinamicamente estável = comece com manobras vagais. Hemodinamicamente instável = pensar em cardioversão elétrica.

Referências essenciais: SOBRAC; Manual MSD; ATLS; UpToDate em Taquiarritmias infantis. Na prática, sempre priorize condutas menos invasivas e de baixo risco em pacientes pediátricos estáveis.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa D: Manobras vagais. A taquicardia supraventricular paroxística é uma arritmia cardíaca que pode ocorrer em crianças e adultos. A primeira conduta a ser realizada é tentar interromper a taquicardia por meio de manobras vagais, que são manobras simples que estimulam o nervo vago para diminuir a frequência cardíaca, como por exemplo, a manobra de Valsalva, que consiste em fazer com que o paciente expire forçadamente com a boca e o nariz fechados. A administração de medicações, como adenosina, adrenalina ou atropina, só deve ser realizada se as manobras vagais não tiverem sucesso ou se o paciente estiver instável hemodinamicamente. A hidratação venosa pode ser necessária em alguns casos, mas não é a primeira conduta a ser realizada.

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