Quanto à toxoplasmose na gestação, assinale a alternativa co...

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Q4039386 Medicina
Quanto à toxoplasmose na gestação, assinale a alternativa correta.
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na toxoplasmose gestacional, a primoinfecção materna precoce transmite menos ao feto, mas quando a transmissão ocorre no início da gestação as repercussões tendem a ser mais graves; por isso, a alternativa A é a correta.

Tema central: Toxoplasmose na gestação
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque descreve o padrão clássico da toxoplasmose congênita na primoinfecção materna: menor taxa de transmissão vertical no começo da gestação, porém maior gravidade fetal quando a infecção é transmitida precocemente.
B
Errada
Está errada porque a principal situação associada à transmissão vertical é a primoinfecção materna adquirida durante a gestação. Reativação de toxoplasmose ocular materna não é a principal fonte de transmissão fetal nesse contexto.
C
Errada
Está errada porque o esquema com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico não é preferencial em todas as idades gestacionais nem em qualquer cenário. Esse esquema é usado quando há evidência ou forte suspeita de infecção fetal, e a pirimetamina não é a escolha no primeiro trimestre.
D
Errada
Está errada porque a primoinfecção por Toxoplasma gondii na gestação é frequentemente assintomática ou oligossintomática. Portanto, afirmar que ela é geralmente sintomática contraria a apresentação clínica habitual.
E
Errada
Está errada porque PCR positivo no líquido amniótico indica infecção fetal. Nessa situação, a espiramicina não permanece como tratamento preferencial isolado; o contexto passa a favorecer o esquema com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico conforme a idade gestacional.
Pegadinha da questão
A banca explorou principalmente a inversão entre transmissão e gravidade ao longo da gestação: no começo transmite menos, mas as repercussões fetais são mais graves. Também testou a confusão entre uso de espiramicina para infecção materna sem confirmação fetal e uso do esquema tríplice quando há infecção fetal documentada.
Dica para questões semelhantes
  • Na primoinfecção materna, pense em duas curvas opostas: quanto mais precoce a gestação, menor a transmissão e maior a gravidade fetal.
  • A transmissão congênita se relaciona classicamente à primoinfecção na gestação, não à reativação ocular materna como principal mecanismo.
  • Espiramicina é para reduzir transmissão placentária quando não há confirmação de infecção fetal; PCR positivo no líquido amniótico muda o raciocínio terapêutico.
  • Não generalize o esquema com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico para todo trimestre e todo caso, porque ele depende do contexto gestacional e da evidência de infecção fetal.

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