Quanto ao parto instrumentalizado (fórcipe e vácuo-extrator)...

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Q4039384 Medicina
Quanto ao parto instrumentalizado (fórcipe e vácuo-extrator), é correto afirmar que:
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério técnico central é que o uso sequencial de instrumentos após falha do primeiro método não é recomendado rotineiramente no parto operatório vaginal, porque aumenta o risco de trauma materno e neonatal. Isso é o que torna a alternativa B correta.

Tema central: Parto operatório vaginal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque apresentação cefálica não torna o vácuo-extrator seguro em qualquer idade gestacional. A prematuridade é limitação importante para seu uso, devido à maior vulnerabilidade fetal a trauma cefálico e intracraniano, especialmente em idades gestacionais baixas. Portanto, não se pode dizer que fórcipe e vácuo tenham indicação irrestrita apenas por haver apresentação cefálica.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, após falha com fórcipe ou vácuo-extrator, não se recomenda a troca para outro instrumento. O ponto cobrado é a segurança do parto operatório vaginal: a falha do primeiro método exige reavaliação da via de parto, e não insistência com instrumento sequencial.
C
Errada
Está errada porque o fórcipe de Simpson não é o instrumento clássico para grandes rotações e correção de assinclitismo. O Simpson se relaciona à preensão de cabeça moldada. Para rotações amplas e correção de assinclitismo, a referência funcional é o fórcipe de Kielland. O erro da alternativa é confundir fórcipe de preensão com fórcipe rotacional.
D
Errada
Está errada porque múltiplas desconexões do vácuo-extrator aumentam o risco de lesão fetal, e seis tentativas não constituem parâmetro aceitável de segurança. Mesmo havendo batimentos cardiofetais normais e alguma progressão, insistir com número elevado de reaplicações caracteriza falha técnica do método e expõe o feto a maior trauma.
E
Errada
Está errada porque inverte o perfil de complicações maternas dos instrumentos. As lesões de trajeto pélvico e o trauma perineal são mais frequentes com o fórcipe. O vácuo-extrator tende a causar menos trauma materno, embora possa se associar mais a algumas lesões neonatais do couro cabeludo e cefálicas.
Pegadinha da questão
A banca mistura perfis de indicação e complicação de fórcipe e vácuo para induzir duas confusões clássicas: achar que apresentação cefálica basta para indicar vácuo em qualquer idade gestacional e supor que, se o primeiro instrumento falhar, basta trocar para o outro. O ponto decisivo é que o uso sequencial não é recomendado por aumentar complicações.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa propuser trocar vácuo por fórcipe, ou o contrário, após falha do primeiro, pense em aumento de morbidade materna e neonatal e elimine a opção.
  • Em questões sobre vácuo-extrator, verifique sempre se a alternativa ignora a limitação da prematuridade.
  • Diferencie função dos fórceps: Simpson é de preensão de cabeça moldada; grandes rotações e assinclitismo remetem ao Kielland.
  • Quando a questão comparar complicações maternas, lembre que o fórcipe se associa mais a lesões de trajeto pélvico do que o vácuo.

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