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Q1684734 Medicina
O risco de doença hepática aumenta acentuadamente em homens que bebem mais que 40g, principalmente mais 80g de álcool/dia (equivalente cerca de 2 a 8 latas de cerveja, 3 a 6 doses de destilado ou 3 a 6 taças de vinho) durante mais de 10 anos. Para o desenvolvimento de cirrose, o consumo é geralmente maior que 80g/dia, por mais de 10 anos. Mas apenas alguns etilistas crônicos desenvolvem doença hepática, indicando que existem outros fatores envolvidos. A respeito do alcoolismo crônico é CORRETO afirmar-se:
Alternativas

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Tema Central: A questão aborda as complicações do alcoolismo crônico, incluindo a doença hepática e as manifestações clínicas associadas ao consumo prolongado de álcool.

Alternativa Correta: C - O alcoolismo crônico pode levar a uma variedade de complicações, incluindo contratura da fáscia palmar de Dupuytren, aranhas vasculares e hipogonadismo. Estas são manifestações reconhecidas associadas ao uso excessivo de álcool. A contratura de Dupuytren é uma condição que afeta a mão, resultando no espessamento da fáscia palmar, e é frequentemente observada em alcoolistas crônicos. Aranhas vasculares são lesões cutâneas vasculares comuns em pacientes com doença hepática, enquanto o hipogonadismo pode ocorrer devido à influência do álcool sobre o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal.

Análise das Alternativas Incorretas:

A - Esteatose hepática é, de fato, a consequência inicial e mais comum do consumo exagerado de álcool. No entanto, a afirmação de que é potencialmente irreversível está incorreta. A esteatose alcoólica pode ser reversível com a suspensão do consumo de álcool, especialmente nas fases iniciais (referência: Harrison’s Principles of Internal Medicine).

B - Encefalopatia de Wernicke e psicose de Korsakoff são complicações neurológicas do alcoolismo crônico, mas são devidas à deficiência de vitamina B1 (tiamina), e não de vitamina B12. A deficiência de tiamina é comum em alcoólatras devido à má absorção e à dieta inadequada.

D - Cirrose alcoólica com acúmulo de ferro e hepatite C crônica está, na verdade, relacionada ao aumento do risco de carcinoma hepatocelular. A presença de múltiplos cofatores, como hepatite C e sobrecarga de ferro, eleva o risco de câncer hepático em pacientes cirróticos.

E - Mulheres são mais suscetíveis ao dano hepático pelo álcool, mas o motivo não é a maior quantidade de álcool desidrogenase na mucosa gástrica. Na verdade, as mulheres têm menor atividade da álcool desidrogenase gástrica, levando a uma maior absorção sistêmica do álcool, além de terem diferentes proporções de água corporal que afetam a metabolização do álcool.

É importante, ao analisar questões de concursos, focar nos conceitos principais e identificar inconsistências ou erros nas alternativas. Conhecer bem a fisiopatologia e as manifestações clínicas é crucial para responder corretamente.

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A alternativa correta é a C. O alcoolismo crônico pode causar uma série de complicações, incluindo a contratura da fáscia palmar de Dupuytren, aranhas vasculares e hipogonadismo. Estes sintomas são comuns em pacientes alcoólatras crônicos devido aos efeitos tóxicos do álcool no organismo. Além disso, a cirrose é uma complicação comum do alcoolismo crônico que pode levar a insuficiência hepática e outras complicações graves. A presença de outras condições, como acúmulo de ferro e hepatite C crônica, pode aumentar o risco de carcinoma hepatocelular em pacientes alcoólatras crônicos.

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