Exame de ultrassonografia morfológica demonstra presença de ...

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Q4039381 Medicina
Exame de ultrassonografia morfológica demonstra presença de cisto de plexo coroide. Qual a observação correta?
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O achado do caso é um cisto de plexo coroide fetal, que corresponde a pequeno cisto intraventricular por acúmulo de líquor nas pregas neuroepiteliais do plexo coroide e regride espontaneamente na maioria dos casos, usualmente até 26–28 semanas; por isso, a alternativa B é a correta.

Tema central: Cisto de plexo coroide
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por fisiopatologia incompatível. Cisto de plexo coroide não resulta de falha de drenagem do sistema linfático. A base define que sua origem é o acúmulo/aprisionamento de líquor no plexo coroide. Além disso, a descrição evolutiva apresentada não corresponde ao dado clássico usado para esse achado.
B
Certa
A alternativa B acerta os dois pontos decisivos do achado: o mecanismo de formação e a evolução. O cisto de plexo coroide fetal é um pequeno cisto intraventricular relacionado ao acúmulo de líquor nas pregas neuroepiteliais do plexo coroide, e seu comportamento habitual é regressão espontânea ainda na gestação, classicamente até o fim do segundo trimestre/início do terceiro, por volta de 26 a 28 semanas. A porcentagem exata pode variar entre referências, mas a ideia central de desaparecimento espontâneo da grande maioria dos casos é a descrição correta.
C
Errada
Está errada porque atribui origem embriopatológica falsa. Cisto de plexo coroide não é formação cística de resíduo embrionário. Mesmo que o achado isolado costume ser benigno e sem repercussão estrutural relevante, a alternativa deve ser eliminada porque o mecanismo de formação está incorreto.
D
Errada
Está errada pela interpretação clínica do achado isolado. Embora a localização intraventricular seja compatível, cisto de plexo coroide isolado não deve ser tratado como marcador com significado independente obrigatório de cromossomopatia. A base é explícita ao afirmar que, quando isolado, não equivale por si só a malformação estrutural nem a prova autônoma de cromossomopatia.
E
Errada
Está errada por atribuir etiologia e conduta inadequadas. Cisto de plexo coroide não é geralmente associado à infecção por citomegalovírus, e esse achado ultrassonográfico isolado não fundamenta tratamento materno com valganciclovir. A alternativa propõe uma associação indevida e uma conduta potencialmente perigosa no cenário descrito.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre um achado fetal transitório e benigno do segundo trimestre e a ideia de que ele seja malformação estrutural, marcador obrigatório de cromossomopatia ou sinal de infecção congênita.
Dica para questões semelhantes
  • Em achados ultrassonográficos fetais, primeiro identifique o mecanismo de formação; aqui, o dado decisivo é aprisionamento de líquor no plexo coroide, não origem linfática nem resíduo embrionário.
  • Quando a alternativa descreve cisto de plexo coroide, procure a evolução natural típica: regressão espontânea da maioria dos casos ainda na gestação, em torno de 26–28 semanas.
  • Não transforme associação contextual em diagnóstico autônomo: cisto de plexo coroide isolado não deve ser lido como prova de cromossomopatia.
  • Desconfie de alternativas que atribuem etiologia infecciosa ou propõem tratamento farmacológico com base apenas nesse achado isolado.

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