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Q4039380 Medicina
Paciente iniciando seu pré-natal refere que na gestação anterior apresentou quadro de préeclâmpsia. Nega outros antecedentes médicos significativos. Exames laboratoriais estão normais. Mora em região urbana e refere alimentação adequada. Assinale a alternativa com a conduta recomendada pelas evidências, na tentativa de prevenir um novo quadro de pré-eclâmpsia.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: História prévia de pré-eclâmpsia é fator de alto risco e, segundo as diretrizes citadas, indica profilaxia com ácido acetilsalicílico em baixa dose, iniciada entre 12 e 28 semanas, preferencialmente antes de 16 semanas; isso torna a alternativa D a única compatível com a recomendação preventiva específica para o caso.

Tema central: Prevenção da pré-eclâmpsia
Análise das alternativas
A
Errada
Heparina de baixo peso molecular não é indicada rotineiramente para prevenir recorrência de pré-eclâmpsia quando há apenas antecedente de pré-eclâmpsia. Pela base, sua utilização exigiria outra indicação formal, como trombofilia, SAF ou evento tromboembólico. Neste cenário, a medida medicamentosa respaldada por diretriz é AAS, não anticoagulação.
B
Errada
Vitamina C não tem benefício clínico consistente para prevenção de pré-eclâmpsia e, por isso, não é recomendada. O cálcio também não é medida universal nesse quadro: a base informa que sua indicação é mais clara em populações ou gestantes com baixa ingestão dietética, o que o enunciado afasta ao descrever alimentação adequada.
C
Errada
Dieta hipossódica não é estratégia comprovada para prevenir pré-eclâmpsia em gestante normotensa. Além disso, o cálcio não é a conduta central aqui, porque a base restringe sua recomendação a contexto de baixa ingestão dietética, não sugerido pelo caso. A intervenção preventiva com respaldo consistente para alto risco é o AAS.
D
Certa
A alternativa D corresponde à estratégia preventiva recomendada para gestante de alto risco por história prévia de pré-eclâmpsia. As diretrizes citadas na base sustentam uso de aspirina em baixa dose a partir de 12 semanas, com maior benefício quando iniciada antes de 16 semanas. A dose de 150 mg é compatível com a faixa aceita pelo NICE, e o ponto decisivo da questão é a indicação de AAS em baixa dose no início da gestação.
E
Errada
A alternativa é excluída porque afirma falsamente que não há evidência clara de medicação preventiva. A base traz explicitamente recomendação de diretriz para uso de AAS em baixa dose em gestantes de alto risco, incluindo antecedente de pré-eclâmpsia. Controle pressórico e do ganho ponderal são medidas gerais de seguimento, mas não substituem a profilaxia indicada.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre medidas gerais de pré-natal ou intervenções teoricamente plausíveis, como heparina, cálcio universal, vitamina C ou restrição de sódio, e a única profilaxia medicamentosa com respaldo consistente nesse cenário: AAS em baixa dose iniciado precocemente. Outra armadilha é estranhar a dose de 150 mg, embora a base informe que diferentes diretrizes aceitam faixas de 75 a 150 mg.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver história prévia de pré-eclâmpsia, pense primeiro em gestante de alto risco e procure a opção com AAS em baixa dose.
  • Na prevenção, o timing importa: a base destaca maior benefício quando o AAS é iniciado antes de 16 semanas.
  • Não transforme cálcio em conduta universal; pela base, ele depende de baixa ingestão dietética ou contexto populacional de risco.
  • Exclua vitamina C, dieta hipossódica e HBPM isolada quando a questão perguntar prevenção de recorrência de pré-eclâmpsia sem outra indicação específica.

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