A desidratação aguda na infância tem como causa principal ...
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Tema central: Desidratação aguda em pediatria, em especial pelas causas gastrointestinais como diarreia, e critérios clínicos de avaliação e manejo segundo diretrizes nacionais e internacionais.
Justificativa da alternativa incorreta (Alternativa D):
A alternativa D está incorreta porque não é rotina solicitar exames laboratoriais como glicemia capilar, eletrólitos ou gasometria venosa após a expansão volêmica em episódios de desidratação leve ou moderada em crianças. Segundo o Manual de Procedimentos - AIDPI Criança do Ministério da Saúde e guias da SBP e OMS, o manejo inicial deve priorizar a rehidratação oral (SOR) ou parenteral conforme a gravidade, e exames complementares são indicados somente em casos graves, com suspeita de choque, complicações metabólicas, estados de consciência alterados ou com necessidade de manejo hospitalar complexo.
Como consta nos protocolos: “A avaliação laboratorial é reservada para casos graves, com hipernatremia, hiponatremia, mau estado geral ou falha no tratamento inicial.”
Análise das alternativas corretas:
A) Correta. Descreve corretamente o quadro clínico de desidratação leve (perda de 3-5%) – sintomas discretos ou ausentes, podendo haver apenas sede.
B) Correta. Detalha critérios clássicos de desidratação grave (>10% do peso), quadro de choque e, por vezes, repercussão neurológica.
C) Correta. O uso de soluções caseiras só é orientado na ausência do SRO padrão OMS, recomendação expressa pelo Ministério da Saúde.
E) Correta. Critério adequado para considerar a criança reidratada e pronta para manutenção é a eliminação urinária satisfatória e ausência de sinais clínicos de desidratação.
Aspectos práticos e estratégias:
A leitura atenta do comando “INCORRETA” é fundamental. Fique atento ao uso de termos absolutos (“deve”, “sempre”) e desconfie de propostas de exames invasivos sem justificativa clínica evidente – abordagem rotineira laboratorial NÃO faz parte do protocolo inicial de manejo de desidratação simples.
O reconhecimento do grau de desidratação pela clínica deve ser priorizado. Evite condutas “hospitalocêntricas” a não ser que o caso demande.
Referências e Diretrizes:
- Ministério da Saúde - Caderneta de Saúde da Criança
- MS - Manual de Procedimentos AIDPI Criança (estado de hidratação, p. 28)
- World Gastroenterology Organisation - Guidelines: “Devem-se abster de exames laboratoriais de rotina em casos não graves...”
Lembre-se: Direcione suas condutas à simplicidade, efetividade e segurança, conforme orientam os órgãos oficiais e sociedades pediátricas.
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