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Ano: 2019 Banca: NUCEPE Órgão: FMS Prova: NUCEPE - 2019 - FMS - Médico Pediatra |
Q1050378 Medicina
A desidratação aguda na infância tem como causa principal perdas gastrintestinais, por diarreia aguda. Assinale a alternativa INCORRETA.
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Tema central: Desidratação aguda em pediatria, em especial pelas causas gastrointestinais como diarreia, e critérios clínicos de avaliação e manejo segundo diretrizes nacionais e internacionais.

Justificativa da alternativa incorreta (Alternativa D):
A alternativa D está incorreta porque não é rotina solicitar exames laboratoriais como glicemia capilar, eletrólitos ou gasometria venosa após a expansão volêmica em episódios de desidratação leve ou moderada em crianças. Segundo o Manual de Procedimentos - AIDPI Criança do Ministério da Saúde e guias da SBP e OMS, o manejo inicial deve priorizar a rehidratação oral (SOR) ou parenteral conforme a gravidade, e exames complementares são indicados somente em casos graves, com suspeita de choque, complicações metabólicas, estados de consciência alterados ou com necessidade de manejo hospitalar complexo.
Como consta nos protocolos: “A avaliação laboratorial é reservada para casos graves, com hipernatremia, hiponatremia, mau estado geral ou falha no tratamento inicial.

Análise das alternativas corretas:

A) Correta. Descreve corretamente o quadro clínico de desidratação leve (perda de 3-5%) – sintomas discretos ou ausentes, podendo haver apenas sede.
B) Correta. Detalha critérios clássicos de desidratação grave (>10% do peso), quadro de choque e, por vezes, repercussão neurológica.
C) Correta. O uso de soluções caseiras só é orientado na ausência do SRO padrão OMS, recomendação expressa pelo Ministério da Saúde.
E) Correta. Critério adequado para considerar a criança reidratada e pronta para manutenção é a eliminação urinária satisfatória e ausência de sinais clínicos de desidratação.

Aspectos práticos e estratégias:
A leitura atenta do comando “INCORRETA” é fundamental. Fique atento ao uso de termos absolutos (“deve”, “sempre”) e desconfie de propostas de exames invasivos sem justificativa clínica evidente – abordagem rotineira laboratorial NÃO faz parte do protocolo inicial de manejo de desidratação simples.
O reconhecimento do grau de desidratação pela clínica deve ser priorizado. Evite condutas “hospitalocêntricas” a não ser que o caso demande.

Referências e Diretrizes:
- Ministério da Saúde - Caderneta de Saúde da Criança
- MS - Manual de Procedimentos AIDPI Criança (estado de hidratação, p. 28)
- World Gastroenterology Organisation - Guidelines: “Devem-se abster de exames laboratoriais de rotina em casos não graves...”

Lembre-se: Direcione suas condutas à simplicidade, efetividade e segurança, conforme orientam os órgãos oficiais e sociedades pediátricas.

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A alternativa incorreta é a letra D. Após a expansão, é necessário realizar a coleta de eletrólitos (sódio e potássio séricos) e gasometria venosa, além de avaliar a glicemia capilar. Esses exames ajudam a avaliar a eficácia do tratamento e a identificar possíveis desequilíbrios eletrolíticos que possam comprometer a saúde do paciente. É importante ressaltar que a desidratação aguda na infância é uma condição grave e que o tratamento deve ser realizado com soluções específicas, como a solução recomendada pela OMS, que contém uma combinação de sódio, potássio, glicose e água. O uso de soluções caseiras pode ser perigoso e não é recomendado.

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