A insuficiência cardiorrespiratória que resulta em parada c...

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Ano: 2019 Banca: NUCEPE Órgão: FMS Prova: NUCEPE - 2019 - FMS - Médico Pediatra |
Q1050373 Medicina

A insuficiência cardiorrespiratória que resulta em parada cardiorrespiratória (PCR) frequentemente é um evento previsível e que pode ser antecipado e/ou evitado. Assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

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Tema central: Parada cardiorrespiratória (PCR) pediátrica exige reconhecimento rápido dos ritmos de parada e das intervenções corretas conforme protocolos internacionais e nacionais.

Justificativa da alternativa INCORRETA (E):
A alternativa E comete dois erros importantes:
• Apesar de citar assistolia como ritmo possível em PCR pediátrica, ASSISTOLIA NÃO TEM indicação de desfibrilação elétrica. A desfibrilação é restrita aos ritmos chocáveis: fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Em assistolia, o manejo correto são compressões torácicas de alta qualidade e administração de adrenalina o quanto antes.
• Em crianças, a PCR costuma resultar de deterioração respiratória/circulatória (não súbita), e os ritmos iniciais mais comuns são assistolia e AESP (ativ. elétrica sem pulso). Segundo diretriz da Sociedade de Pediatria de São Paulo: “Na criança, a PCR é tipicamente resultado final de deterioração progressiva, sendo assistolia e AESP ritmos mais frequentes”.

Análise das alternativas CORRETAS:

A) Está correta. Atualmente, cânulas sem cuff são preferíveis em menores de 8 anos, salvo exceções (perda importante de ar). O uso rotineiro de balonete não é recomendado nesta faixa, alinhando-se à diretriz da American Heart Association (AHA).

B) Correta. A adrenalina é o fármaco universalmente indicado na PCR pediátrica, tanto para ritmos chocáveis quanto não chocáveis, mesmo na ausência inicial de monitorização.

C) Correta. A desfibrilação é indicada somente para TVSP ou FV confirmadas. Em outros ritmos (assistolia/AESP), não há indicação.

D) Correta. O acesso venoso periférico é, na prática, suficientemente eficaz e recomendado para administração de fármacos durante RCP. O acesso intraósseo é opção caso o periférico não seja obtido após tentativas rápidas.

Dica importante de prova:
Questões sobre PCR frequentemente trazem pegadinhas relacionadas a indicações de desfibrilação. Lembre-se: assistolia e AESP NÃO são ritmos chocáveis! Observe atentamente se alternativas utilizam termos como “imediatamente”, “universalmente” ou “apenas”, que tendem a indicar generalizações erradas.

Em síntese, a alternativa E está incorreta por indicar desfibrilação em assistolia, conduta não respaldada por diretrizes nacionais e internacionais. Saber reconhecer ritmos chocáveis e condutas corretas salva vidas – e pontos na prova!

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Comentários

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A alternativa incorreta é a letra E. Em caso de PCR súbita e inesperada, o ritmo mais provável é o de assistolia, que ocorre em portadores de doença cardíaca ou overdose por drogas ilícitas, porém, a indicação imediata não é de desfibrilação elétrica, pois a assistolia é uma ausência completa de atividade elétrica e mecânica do coração, não respondendo à desfibrilação elétrica, mas sim às compressões torácicas e administração de drogas como adrenalina e atropina. A desfibrilação elétrica é indicada em casos de fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso comprovada por meio de monitorização cardíaca. As outras alternativas estão corretas. É importante lembrar que o conhecimento sobre reanimação cardiorrespiratória é fundamental para a atuação em situações de emergência e pode salvar vidas.

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