Vacinação em massa contra dengue A ministra da Saúde, Nísi...

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Vacinação em massa contra dengue

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que não será possível fazer vacinação em massa contra a dengue ainda neste ano. Nísia voltou a dizer que a Qdenga, que está sendo aplicada no momento, é uma esperança, mas precisa ser reaplicada em três meses. "Para esse momento, independentemente do número de doses, as pessoas não estarão protegidas, porque ela é adotada em duas doses e com intervalo de três meses", afirmou, em entrevista à GloboNews. A ministra disse que o governo discute alternativas para ampliar a oferta da vacina. "Há a possibilidade de transferência de tecnologia e, para isso, o Ministério da Saúde determinou a prioridade para que tenhamos autonomia, não fiquemos dependentes de importação em uma área tão essencial. Neste momento, estamos em discussão com o laboratório Takeda e avaliando toda a possibilidade de aumento dessa produção em nosso país". Nísia também citou a vacina contra a dengue produzida no Instituto Butantan. "Um outro caminho, que não será imediato, é a vacina do Instituto Butantan, que apresentou bons resultados de pesquisa, mas ainda não teve seu processo submetido à Anvisa".
(Fonte: https://acesse.dev/iaGyF.adaptado.)

Com base no texto fornecido, assinale a alternativa correta sobre a situação atual da vacinação contra a dengue no Brasil.
Alternativas

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Tema central: Interpretação de Texto — a questão exige que você identifique, com base no texto, qual é a situação real da vacinação contra a dengue no Brasil, distinguindo informações explícitas das implícitas.

Estratégia e regra central: Ler atentamente os detalhes textuais, observando palavras-chave (ex.: “não será possível vacinação em massa neste ano” e “duas doses com intervalo de três meses”), além de reconhecer a relação de causa e consequência apontada pela ministra.

Análise da alternativa correta:

A) Ela traz fielmente a mensagem do texto: a vacinação em massa contra a dengue não ocorrerá ainda este ano porque a vacina Qdenga exige duas doses e intervalo de três meses, dificultando a cobertura imediata da população. O trecho "não será possível fazer vacinação em massa... ainda neste ano" está textualmente no texto, o que dá total respaldo à alternativa.

Justificativa linguística: Pela norma-padrão e segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), a interpretação textual eficaz decorre da identificação literal e inferencial dos sentidos do texto, sem extrapolação.

Análise das alternativas incorretas:

B) Incorreta, pois afirma que a vacinação em massa será iniciada ainda esse ano, contrariando o texto original. A expressão "não será possível... ainda neste ano" é um dado claro de impossibilidade neste momento.

C) Incorreta, pois introduz um motivo não citado: “adiada para o próximo ano devido a questões logísticas e de produção”, quando o texto trata principalmente da necessidade de reaplicação com intervalo obrigatório.

D) Incorreta porque afirma que a vacinação em massa já está em curso e disponível para todos. O próprio texto sinaliza o contrário, destacando a impossibilidade da vacinação em larga escala atualmente.

Pontos de atenção para concursos:

Fique atento a alterações sutis de tempo verbal (futuro vs. presente), generalizações e expansões de sentido não contidas no texto; são armadilhas comuns para testar a leitura atenta e interpretação precisa, como recomendam Cunha & Cintra e as normas de coesão e coerência textual.

Conclusão: A alternativa A está correta porque reflete exatamente as informações do texto, demonstrando domínio da interpretação fiel às ideias apresentadas. Foque sempre em localizar as evidências literais e relacionais do texto para fundamentar sua escolha.

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