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Q3702855 Geografia
A urbanização no Brasil, desde sua gênese, se caracteriza como um processo desordenado em razão das condições históricas pelas quais ocorrera e, ainda, encontra-se em curso, resultando, dessa forma, na periferização de seu espaço que, no passado, teve por causa o êxodo rural e, na atualidade, a GENTRIFICAÇÃO. O termo em destaque representa a atual dinâmica de transformação das cidades no Brasil que tende apresentar a expansão das áreas periféricas pelo(a):
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa A

Tema central: a palavra em destaque — gentrificação — descreve um processo socioespacial em que áreas urbanas antes populares são transformadas por investimentos, elevando valores imobiliários e promovendo a elitização da paisagem e deslocamento de moradores originais. Compreender esse conceito exige associar investimento imobiliário, especulação, mudança socioeconômica e conflitos por moradia.

Resumo teórico: O termo é atribuído a Ruth Glass (1964). Na literatura, Neil Smith aprofunda com a teoria do rent gap: a gentrificação ocorre quando há diferença entre o valor atual e o valor potencial do solo, atraindo capital que requalifica áreas degradadas, subida de aluguéis e expulsão de populações de baixa renda. No Brasil, o fenômeno convive com políticas urbanas e desigualdades locais (ver Estatuto da Cidade — Lei nº 10.257/2001; dados e análises do IBGE e UN‑Habitat sobre urbanização).

Por que a alternativa A é correta: ela identifica a especulação imobiliária como motor da gentrificação, levando à elitização da paisagem — exatamente o efeito central do processo: valorização, renovação dirigida pelo capital e substituição social. Portanto, traduz com precisão a dinâmica indicada pelo termo.

Análise das alternativas incorretas:

B — fala de “direcionamento maior do fluxo de pessoas por serviços”. Isso descreve concentração de serviços ou atração central (polarização), não a lógica de valorização imobiliária e expulsão típica da gentrificação.

C — “delimitação para ocupação planejada” refere‑se a planejamento urbano ou regularização; é objetivo de políticas públicas, não definição de gentrificação, que é muitas vezes resultado do mercado e nem sempre planejada em benefício dos moradores originais.

D — associa gentrificação a políticas que promovem moradia e direito à cidade. Na prática, gentrificação costuma contrariar esses objetivos, pois aumenta preços e desloca moradores; políticas pró‑moradia são medidas opostas ao efeito típico da gentrificação.

E — fala de parcerias público‑privadas que “recuperam espaços segregados” privilegiando quem já reside. Frequentemente, PPPs e projetos de requalificação melhoram infraestrutura mas acabam privilegiando investidores e novos moradores de maior renda, expulsando os anteriores — portanto a redação da alternativa E está incorreta ao afirmar que privilegia os grupos já residentes; descreve uma intenção diferente da realidade da gentrificação.

Dica de prova: procure palavras-chave: “especulação”, “elitização”, “deslocamento/expulsão” indicam gentrificação; termos como “planejada”, “direito à cidade”, “melhoria para moradores” tendem a apontar políticas públicas ou objetivos normativos — atente para contradições nas alternativas.

Fontes e leituras recomendadas: Ruth Glass (1964); Neil Smith (teoria do rent gap); Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001); IBGE e UN‑Habitat sobre urbanização e desigualdades urbanas.

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GAB.A

A gentrificação caracteriza-se pela valorização imobiliária de áreas anteriormente populares ou centrais, atraindo investimentos públicos e privados, além de moradores com maior poder aquisitivo. Esse processo resulta no aumento do custo de vida (aluguéis e impostos), forçando a população de baixa renda a se deslocar para áreas mais afastadas e periféricas, intensificando a periferização e a segregação socioespacial. 

Principais características dessa dinâmica:

Substituição populacional: moradores tradicionais de baixa renda são substituídos por grupos de maior poder aquisitivo.

Especulação imobiliária: Valorização extrema de terrenos e imóveis, com demolição de casas simples para construção de edifícios de alto padrão.

Expulsão para a periferia: O deslocamento forçado aumenta a pressão sobre as regiões periféricas, que crescem de forma desordenada.

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