As diretrizes clínicas em cardiologia fundamentam-se na med...

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Q3770389 Medicina
As diretrizes clínicas em cardiologia fundamentam-se na medicina baseada em evidências e têm como objetivo padronizar condutas diagnósticas e terapêuticas, visando segurança, eficácia e custo-efetividade no cuidado cardiovascular. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) As classes de recomendação e níveis de evidência das diretrizes cardiológicas buscam expressar, respectivamente, a força da recomendação e o grau de certeza científica que sustenta determinada conduta.

(__) As diretrizes brasileiras de cardiologia priorizam a aplicabilidade local das recomendações, considerando aspectos de acesso, recursos disponíveis e prevalência de doenças cardiovasculares no país.

(__) Diretrizes internacionais, como as da European Society of Cardiology (ESC) e da American Heart Association (AHA), são referências universais e dispensam adaptação ao contexto epidemiológico e estrutural do Sistema Único de Saúde (SUS).

(__) A atualização periódica das diretrizes é essencial para incorporar novas evidências científicas provenientes de ensaios clínicos randomizados, meta-análises e estudos de coorte de alta qualidade.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão cobra a metodologia das diretrizes cardiológicas: classe de recomendação indica a força da indicação clínica, nível de evidência indica a solidez da base científica, e recomendações precisam ser contextualizadas à realidade assistencial. A terceira assertiva é a única falsa porque diretrizes internacionais não dispensam adaptação ao contexto epidemiológico e estrutural do SUS.

Tema central: Metodologia das diretrizes
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque marca como falsas as duas primeiras assertivas, que estão conceitualmente corretas, e marca como verdadeira a terceira, que está errada. O erro médico central é inverter a metodologia das diretrizes: classe de recomendação e nível de evidência têm funções distintas e corretas no enunciado, e diretrizes internacionais não são operacionalmente universais a ponto de dispensarem adaptação ao SUS.
B
Certa
A alternativa B está correta porque corresponde à sequência V, V, F, V. A primeira assertiva é verdadeira: classe de recomendação e nível de evidência não são sinônimos; a primeira informa a força da recomendação e a segunda a robustez da base científica. A segunda também é verdadeira, porque diretrizes brasileiras devem considerar aplicabilidade local, incluindo acesso, recursos disponíveis e perfil epidemiológico. A terceira é falsa, pois diretrizes da ESC e da AHA são referências importantes, mas não substituem adaptação ao contexto epidemiológico, estrutural e assistencial do SUS. A quarta é verdadeira, porque a atualização periódica é parte da prática baseada em evidências e permite incorporar achados de ensaios clínicos, meta-análises e estudos de coorte robustos quando eles alteram benefício, risco ou força das recomendações.
C
Errada
Incorreta porque transforma a terceira assertiva em verdadeira. Isso contraria o princípio de aplicabilidade clínica contextualizada: recomendações dependem de recursos disponíveis, organização do sistema, custo-efetividade e epidemiologia local. Portanto, o prestígio científico de diretrizes internacionais não autoriza sua transposição acrítica para qualquer realidade assistencial.
D
Errada
Incorreta porque considera falsa a primeira assertiva, embora ela descreva corretamente a diferença entre classe de recomendação e nível de evidência, e também considera falsa a quarta, apesar de a atualização periódica ser parte necessária da incorporação de novas evidências relevantes. O erro é negar dois pilares da medicina baseada em evidências aplicados às diretrizes cardiológicas.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: trocar classe de recomendação por nível de evidência e interpretar diretriz internacional de alta relevância como se fosse automaticamente aplicável ao SUS sem contextualização local.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre os conceitos: classe de recomendação = força da indicação; nível de evidência = solidez científica da base.
  • Quando a assertiva disser que diretriz internacional dispensa adaptação local, a tendência correta é rejeitar essa ideia.
  • Em questões sobre diretrizes, procure se o enunciado considera acesso, estrutura do sistema, recursos e epidemiologia local; isso costuma definir a veracidade.
  • Atualização periódica de diretrizes não é detalhe administrativo: é consequência direta da incorporação de novas evidências relevantes.

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