Gestante de 19 anos, primigesta, com idade gestacional de 3...

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Q4198165 Medicina
Gestante de 19 anos, primigesta, com idade gestacional de 32 semanas e 4 dias, faz uso de metildopa 1g/dia devido diagnóstico de hipertensão gestacional desde 28 semanas, chega ao pronto socorro obstétrico com quadro de crises tônicoclônicas generalizadas. Acompanhante nega diagnóstico prévio de epilepsia e episódios convulsivos prévios. Ao exame físico, pressão arterial: 170x120mmHg, tônus uterino normal, dinâmica uterina ausente, batimento cardiofetal: 145bpm. Apresenta melhora parcial após início do sulfato de magnésio e hidralazina intravenosa e, após alguns minutos, é acometida por nova crise convulsiva. Com base no caso, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a conduta a ser adotada.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Gestante com hipertensão grave e convulsão tônico-clônica sem antecedente de epilepsia caracteriza eclâmpsia; diante de recorrência da crise após sulfato de magnésio, a conduta é dose suplementar de 2 g IV de magnésio.

Tema central: Eclâmpsia recorrente
Análise das alternativas
A
Errada
Erra na conduta. Embora o diagnóstico de eclâmpsia esteja correto, a recorrência da convulsão após início do sulfato de magnésio não indica hidantalização de rotina. Na eclâmpsia, o anticonvulsivante de primeira linha é o sulfato de magnésio, e a conduta específica diante de nova crise é administrar dose adicional de 2 g IV.
B
Certa
A alternativa B associa corretamente diagnóstico e conduta. O quadro é de eclâmpsia porque houve crise convulsiva generalizada em gestante com hipertensão da gestação, sem antecedente de epilepsia ou outra causa mais provável no enunciado. Como a paciente apresentou nova convulsão após melhora parcial com sulfato de magnésio, a conduta indicada é reforçar o tratamento de primeira linha com nova dose intravenosa de 2 g de sulfato de magnésio, lentamente.
C
Errada
Erra o diagnóstico e a conduta. Após ocorrência de convulsão, o quadro deixa de ser apenas pré-eclâmpsia com sinais de gravidade e passa a ser eclâmpsia. Além disso, gluconato de cálcio a 10% não trata eclâmpsia; é antídoto para toxicidade por magnésio, situação não sustentada pelo enunciado, que não descreve arreflexia, depressão respiratória ou outro sinal compatível.
D
Errada
O contexto clínico não favorece epilepsia primária, e sim eclâmpsia: gestação avançada, hipertensão grave e convulsão de novo. A ausência de antecedente epiléptico reforça essa interpretação. Além disso, diazepam intramuscular não corresponde ao tratamento de escolha da crise eclâmptica e não substitui o sulfato de magnésio nesse cenário.
Pegadinha da questão
A banca explora duas trocas indevidas: rebaixar o quadro para pré-eclâmpsia apesar da convulsão e interpretar a nova crise após magnésio como falha definitiva do fármaco, quando a conduta correta ainda é dose suplementar de sulfato de magnésio.
Dica para questões semelhantes
  • Convulsão em gestante com doença hipertensiva da gestação deve ser lida primeiro como eclâmpsia até que o enunciado sustente outra etiologia.
  • Se a crise recorre após a dose inicial de sulfato de magnésio, o passo específico é reforço com 2 g IV de magnésio.
  • Gluconato de cálcio só entra quando o enunciado trouxer elementos de toxicidade por magnésio, não por simples uso prévio da droga.
  • Anticonvulsivantes gerais podem parecer plausíveis, mas na eclâmpsia não substituem o sulfato de magnésio como primeira linha.

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