Nas síndromes coronárias, como a angina e o infarto agudo d...

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Q3770388 Medicina
Nas síndromes coronárias, como a angina e o infarto agudo do miocárdio, a conduta clínica e intervencionista deve seguir algoritmos baseados em evidências, para otimizar reperfusão, reduzir mortalidade e prevenir recorrência. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) Em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAM-ST), a intervenção coronariana percutânea (ICP) primária só é indicada se a dor torácica persistir por mais de 12 horas do início dos sintomas.
(__) Em infarto sem supradesnível do segmento ST (IAM-SEST), a única conduta recomendada é a terapia medicamentosa; a angiografia ou revascularização nunca têm papel nessa situação.
(__) Após revascularização por stent em síndromes coronárias, o uso de antiagregante plaquetário simples (monoterapia) por 1 mês substitui totalmente a terapia dupla (DAPT) em todos os pacientes, independentemente de fatores de risco ou tipo de stent.
(__) Na angina estável, a inicial estratégia terapêutica baseada em evidência enfatiza a combinação de mudança de estilo de vida, anti-isquêmicos e estatinas; a revascularização só é considerada após falha do tratamento clínico ou em presença de isquemia significativa invasiva ou anatomia de alto risco.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A sequência correta é F, F, F, V. O enunciado testa critérios de manejo das síndromes coronárias e traz três assertivas com generalizações absolutas incompatíveis com as recomendações atuais: reperfusão no STEMI, estratégia invasiva no NSTE-ACS e DAPT após PCI em SCA são condutas dependentes de contexto clínico e risco, enquanto a angina estável/doença coronária crônica tem tratamento inicial predominantemente clínico, com revascularização reservada a casos selecionados.

Tema central: Síndromes coronárias agudas
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque marca o terceiro item como verdadeiro. Isso contradiz o manejo antitrombótico pós-PCI em SCA descrito na base: DAPT é a estratégia-padrão, e abreviação para monoterapia após 1 mês só pode ser considerada em subgrupos selecionados, conforme balanço isquêmico/hemorrágico e contexto clínico, não como substituição total em todos os pacientes.
B
Errada
Está errada porque marca o primeiro item como verdadeiro e o quarto como falso. O primeiro é falso por erro de protocolo: no IAM com supra, a ICP primária é indicada de forma precoce, não apenas se houver dor persistente por mais de 12 horas. O quarto é verdadeiro porque a base do manejo da angina estável/doença coronária crônica é tratamento clínico otimizado, com revascularização reservada para falha terapêutica, isquemia importante ou anatomia de maior risco.
C
Certa
A alternativa C está correta porque corresponde à sequência F, F, F, V sustentada diretamente pela base. O primeiro item é falso, pois no IAM com supra a ICP primária não depende de dor persistente por mais de 12 horas; a reperfusão deve ser realizada o mais precocemente possível e ainda pode ser considerada tardiamente em cenários selecionados. O segundo é falso, porque no IAM sem supra a angiografia e eventual revascularização integram o manejo conforme estratificação de risco e instabilidade, não havendo exclusividade de terapia medicamentosa. O terceiro também é falso, já que após stent em SCA a estratégia-padrão é DAPT, e monoterapia após 1 mês não substitui universalmente essa conduta em todos os pacientes. O quarto é verdadeiro, porque na angina estável/doença coronária crônica a abordagem inicial baseada em evidência prioriza mudança de estilo de vida, anti-isquêmicos e estatinas, reservando revascularização para sintomas refratários, isquemia relevante ou anatomia de alto risco.
D
Errada
Está errada porque considera verdadeiras as três primeiras assertivas, mas todas contradizem fundamentos centrais das diretrizes. No STEMI, reperfusão não é condicionada à persistência de dor >12 horas; no NSTE-ACS, angiografia e revascularização têm papel conforme risco; e, após stent em SCA, monoterapia em 1 mês não substitui universalmente a DAPT. A única assertiva compatível com a base é a quarta.
Pegadinha da questão
A banca explorou o uso de termos absolutos em cenários que exigem estratificação e individualização. Quem aceita “só”, “única”, “nunca”, “totalmente” e “todos” nas três primeiras assertivas ignora o caráter tempo-dependente da reperfusão no STEMI, o papel da estratégia invasiva no NSTE-ACS e a individualização da DAPT após PCI em SCA.
Dica para questões semelhantes
  • Em SCA, desconfie de afirmações universais: reperfusão, invasividade e antitrombóticos dependem de tempo, risco e contexto clínico.
  • No IAM com supra, o raciocínio-chave é reperfusão precoce; o marco de 12 horas não define indicação exclusiva tardia de ICP.
  • No IAM sem supra, avalie se a alternativa respeita a estratificação de risco; terapia apenas medicamentosa como regra universal está errada.
  • Após stent em SCA, trate DAPT como padrão e só aceite esquemas abreviados quando a alternativa deixar clara a individualização, não a generalização.

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