A farmacoterapia cardiovascular abrange diversas classes de...

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Q3770383 Medicina
A farmacoterapia cardiovascular abrange diversas classes de medicamentos com mecanismos de ação, indicações e contraindicações específicas. O conhecimento detalhado dessas características é essencial para o manejo adequado de doenças como hipertensão, insuficiência cardíaca e cardiopatia isquêmica. Com base nas diretrizes e evidências atuais, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A pista decisiva é a associação entre hipertensão e diabetes mellitus com preferência por IECA, classe reconhecida por efeito renoprotetor.

Tema central: IECA no diabético
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque os antagonistas dos canais de cálcio diidropiridínicos, como a anlodipina, podem ser usados na angina estável e não são contraindicados por risco de espasmo coronariano. O mecanismo da classe é vasodilatação arterial e coronária, com efeito antianginoso. A confusão possível é com diidropiridínicos de ação curta, que podem causar taquicardia reflexa e piorar angina em alguns contextos, mas isso não define contraindicação da anlodipina na angina estável.
B
Certa
Os IECA, como enalapril e lisinopril, são preferidos em pacientes hipertensos com diabetes, especialmente quando há albuminúria ou nefropatia diabética, porque reduzem a pressão intraglomerular e retardam a progressão da lesão renal. Assim, a alternativa B está de acordo com o efeito nefroprotetor clássico dessa classe.
C
Errada
Está errada porque betabloqueadores não são contraindicados na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. Ao contrário, betabloqueadores com evidência específica são terapêutica modificadora de prognóstico, reduzindo mortalidade e hospitalização quando usados em pacientes estáveis e titulados adequadamente. O erro da alternativa é transformar o efeito inotrópico negativo agudo em contraindicação geral, ignorando o benefício clínico crônico nessa condição.
D
Errada
Está errada porque diuréticos tiazídicos não devem ser evitados sistematicamente em idosos e apresentam benefício estabelecido na hipertensão arterial, inclusive com redução de eventos cardiovasculares em longo prazo. O fato de exigirem monitorização de efeitos adversos, como distúrbios hidroeletrolíticos e alterações metabólicas, não elimina seu benefício terapêutico nessa população.
Pegadinha da questão
A banca explorou afirmações categóricas falsas de contraindicação ou ausência de benefício em classes amplamente usadas: diidropiridínicos na angina estável, betabloqueadores na ICFEr e tiazídicos em idosos. O ponto seguro era reconhecer a indicação clássica dos IECA no hipertenso com diabetes, especialmente quando há albuminúria ou nefropatia.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a alternativa ligar IECA a hipertensão com diabetes e proteção renal, pense em redução da pressão intraglomerular e da albuminúria.
  • Desconfie de enunciados que tratam como contraindicação absoluta classes que têm uso consolidado, como anlodipina na angina estável e betabloqueadores na ICFEr.
  • Em idosos hipertensos, diferencie necessidade de monitorização de efeitos adversos de ausência de benefício cardiovascular.

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