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A avaliação pré-operatória tem como objetivo estimar o risc...

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Q3770380 Medicina

A avaliação pré-operatória tem como objetivo estimar o risco cardiovascular e otimizar as condições clínicas do paciente antes de procedimentos cirúrgicos não cardíacos, considerando o tipo de cirurgia, comorbidades e capacidade funcional. Considerando as recomendações atuais sobre estratificação de risco cardiovascular no período perioperatório, analise as afirmativas a seguir.



I. A estratificação do risco cirúrgico inclui a avaliação do tipo de cirurgia, sendo considerados de alto risco os procedimentos vasculares maiores e os torácicos complexos, que apresentam risco de eventos cardíacos maiores ≥5%.


II. O uso de betabloqueadores no pré-operatório deve ser continuado nos pacientes que já faziam uso crônico, mas não é recomendado iniciar a medicação imediatamente antes da cirurgia em pacientes sem uso prévio.


III. Pacientes com capacidade funcional inferior a 4 METs e múltiplos fatores de risco cardiovasculares devem ser submetidos à estratificação adicional com teste não invasivo, mesmo em cirurgias de baixo risco.



Assinale a alternativa que apresenta a(s) proposição(ões) CORRETA(S).

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na avaliação perioperatória de cirurgia não cardíaca, o risco do procedimento integra a estratificação; betabloqueador em uso crônico deve ser mantido; e teste não invasivo não é indicado rotineiramente em cirurgia de baixo risco. Assim, a assertiva II está correta, a I é aceita como correta no contexto da prova por classificar procedimentos vasculares maiores e torácicos complexos como de alto risco, e a III está incorreta ao sugerir teste adicional mesmo em cirurgia de baixo risco apenas por <4 METs e fatores de risco.

Tema central: Risco cardiovascular perioperatório
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a correta porque reúne as duas proposições sustentadas pela base decisória. A assertiva I está correta ao reconhecer que a estratificação perioperatória depende também do tipo de cirurgia, e que grandes cirurgias vasculares pertencem ao grupo de maior risco cardiovascular; a base admite a assertiva como correta no contexto da prova, apesar de alertar que a rotulagem e os percentuais podem variar entre documentos. A assertiva II também está correta e é diretamente sustentada pela diretriz de 2024: betabloqueadores em uso crônico devem ser continuados no perioperatório, enquanto o início imediato antes da cirurgia em pacientes sem uso prévio não é recomendado, porque essa introdução muito próxima do ato operatório pode aumentar eventos adversos como hipotensão e bradicardia, além de dano em determinados contextos.
B
Errada
Está errada porque exclui a assertiva I. Pela base, a estratificação de risco perioperatório inclui o risco intrínseco do procedimento, e grandes cirurgias vasculares integram o grupo de maior risco cardiovascular. Portanto, não há fundamento para considerar correta apenas a II.
C
Errada
Está errada porque inclui a assertiva III. O erro médico de III é transformar baixa capacidade funcional (<4 METs) e múltiplos fatores de risco em indicação automática de teste não invasivo mesmo em cirurgia de baixo risco. A diretriz de 2024 citada na base afirma que pacientes de baixo risco ou submetidos a procedimentos de baixo risco não devem realizar rotineiramente teste de estresse; esse exame só é considerado seletivamente quando o risco é elevado, a cirurgia não é de baixo risco e o resultado pode mudar a conduta.
D
Errada
Está errada porque depende da assertiva III, que é falsa. Em cirurgia de baixo risco, a presença de <4 METs e fatores de risco cardiovasculares não basta para indicar estratificação adicional com teste não invasivo. O ponto excludente é o baixo risco do procedimento, que afasta a recomendação de teste rotineiro.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre baixa capacidade funcional e indicação automática de teste de estresse. O erro está em ignorar que o risco da cirurgia limita a investigação adicional: em procedimento de baixo risco, não se recomenda teste não invasivo de rotina.
Dica para questões semelhantes
  • Sempre julgue capacidade funcional junto com o risco da cirurgia; <4 METs sozinho não fecha indicação de teste adicional.
  • Em cirurgia de baixo risco, a regra prática da diretriz é não pedir teste de estresse rotineiramente.
  • Betabloqueador crônico deve ser mantido; o que costuma estar errado em prova é iniciar na véspera ou imediatamente antes da cirurgia em quem não usava.
  • Na estratificação perioperatória, não avalie só as comorbidades: o tipo de procedimento tem peso decisivo.

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