Paciente de 28 anos tem diagnóstico de lesão intraepitelial...

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Q4198155 Medicina
Paciente de 28 anos tem diagnóstico de lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL) em colpocitologia oncótica. Na colposcopia, apresenta junção escamocelular visível e achados anormais menores. Realizada biópsia, que apresenta diagnóstico de neoplasia intraepitelial cervical (NIC) I. Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A decisão é seguir em 6 meses porque houve discordância cito-histológica: citologia HSIL, colposcopia satisfatória com junção escamocolunar visível e achados menores, mas biópsia com NIC I. Pela diretriz brasileira citada na base, quando a investigação não confirma NIC II+ e não há limitação técnica para excisão, a conduta é repetir citologia e colposcopia em seis meses.

Tema central: Discordância cito-histológica cervical
Análise das alternativas
A
Errada
Excisão tipo 1 está errada porque a biópsia não mostrou NIC II/III e a colposcopia foi satisfatória, sem achados maiores. Neste contexto, o HSIL citológico isolado não autoriza assumir lesão histológica de alto grau nem indicar excisão imediata.
B
Errada
Excisão tipo 3 está errada porque esse tipo de abordagem se relaciona à necessidade de avaliar componente endocervical ou zona de transformação não plenamente acessível. O enunciado informa junção escamocolunar visível, o que afasta a justificativa técnica para excisão mais profunda. Além disso, a histologia foi NIC I, não lesão de alto grau.
C
Certa
A alternativa C está correta porque este não é um cenário de tratamento excisional imediato. O achado citológico de HSIL mantém risco residual de lesão de alto grau, mas a biópsia dirigida mostrou apenas NIC I e a colposcopia foi adequada, com junção escamocolunar visível e sem achados maiores. Esse conjunto sustenta seguimento estreito, e não retorno de rotina nem excisão diagnóstica/terapêutica. O intervalo correto, conforme a diretriz brasileira citada na base, é repetir citologia e colposcopia em 6 meses.
D
Errada
Repetir em 3 anos está errado porque ignora o peso do HSIL prévio. Mesmo com biópsia mostrando NIC I, permanece risco residual por possível subdiagnóstico na correlação cito-histológica, e por isso não se libera seguimento de rotina em longo prazo. A diretriz usada na base exige reavaliação precoce em 6 meses.
Pegadinha da questão
A banca explora a dupla confusão de supertratar pelo HSIL citológico, indicando excisão automática, ou subtratar pela biópsia com NIC I, liberando retorno tardio. O critério correto é integrar citologia, adequação da colposcopia e histologia.
Dica para questões semelhantes
  • Quando houver HSIL na citologia, não decida a conduta olhando só a citologia: verifique se a colposcopia foi satisfatória e o que a biópsia mostrou.
  • Se a histologia após citologia de maior gravidade não confirmar NIC II+, a regra prática da diretriz brasileira da base é vigilância próxima, não retorno de rotina.
  • Junção escamocolunar visível reduz a necessidade de excisão diagnóstica por limitação técnica; sua ausência pesa a favor de investigação mais invasiva.
  • NIC I após HSIL não encerra o caso: a discrepância cito-histológica exige seguimento estreito para não perder lesão de alto grau não amostrada.

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