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Q3770378 Medicina
Uma mulher de 45 anos, previamente saudável, procura o pronto atendimento com história de dispneia progressiva, edema de membros inferiores e fadiga aos mínimos esforços. Ao exame físico, apresenta estertores bibasais, ritmo de galope e aumento da pressão venosa jugular. O ecocardiograma evidencia dilatação das câmaras cardíacas e fração de ejeção de 30%. Considerando os aspectos fisiopatológicos, classificatórios e terapêuticos das cardiomiopatias, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso clínico sugere cardiomiopatia dilatada por dilatação das câmaras e fração de ejeção de 30%, mas a questão cobra a única assertiva tecnicamente correta sobre cardiomiopatias. A alternativa A é a compatível com a cardiomiopatia hipertrófica sintomática; as demais contradizem definições básicas, indicações terapêuticas ou epidemiologia das cardiomiopatias.

Tema central: Cardiomiopatias
Análise das alternativas
A
Certa
Na cardiomiopatia hipertrófica sintomática, betabloqueadores são terapia farmacológica clássica, e verapamil também pode ser usado para controle sintomático. O fundamento é fisiopatológico: esses fármacos reduzem a frequência cardíaca, prolongam a diástole, melhoram o enchimento ventricular e podem atenuar a obstrução dinâmica do trato de saída do ventrículo esquerdo em casos apropriados. Por isso, a alternativa descreve corretamente uma conduta consagrada para essa cardiomiopatia.
B
Errada
Está errada porque transplante cardíaco não é contraindicado na cardiomiopatia dilatada refratária. Ao contrário, em insuficiência cardíaca avançada terminal apesar de tratamento clínico otimizado, o transplante pode ser opção terapêutica em pacientes selecionados. Afirmar contraindicação geral contraria a conduta clássica nas formas refratárias.
C
Errada
Está errada porque descreve um padrão morfofuncional que não corresponde à cardiomiopatia dilatada. A cardiomiopatia dilatada cursa com dilatação ventricular e disfunção sistólica, tipicamente com fração de ejeção reduzida. Espessamento de paredes, fração de ejeção preservada e rigidez aumentada remetem mais a cardiomiopatia hipertrófica ou restritiva.
D
Errada
Está errada por dois motivos específicos: a cardiomiopatia restritiva não é a forma mais comum de cardiomiopatia primária, e hipertensão arterial sistêmica crônica não é sua principal causa. A fisiologia restritiva se relaciona mais a infiltração, depósito, fibrose ou doenças sistêmicas; hipertensão crônica se associa mais a cardiopatia hipertensiva com hipertrofia ventricular e disfunção diastólica.
Pegadinha da questão
A banca monta um caso compatível com cardiomiopatia dilatada, mas a resposta correta não precisa ser sobre esse subtipo; a tarefa é achar a única assertiva verdadeira sobre cardiomiopatias em geral.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro defina o padrão morfofuncional: cardiomiopatia dilatada combina cavidades dilatadas com disfunção sistólica e fração de ejeção reduzida.
  • Na cardiomiopatia hipertrófica sintomática, lembre o eixo terapêutico clássico: betabloqueador e verapamil para melhora do enchimento diastólico e dos sintomas.
  • Não confunda rigidez ventricular e disfunção diastólica por hipertensão com cardiomiopatia restritiva primária.
  • Em cardiomiopatia dilatada refratária, transplante cardíaco entra como possibilidade terapêutica em casos avançados selecionados, não como contraindicação.

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