Dentre os objetivos do tratamento do Lúpus Eritematoso Sistê...
Gabarito comentado
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Tema central: O foco da questão está nas abordagens corretas para o tratamento farmacológico do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), especialmente na escolha adequada dos medicamentos segundo manifestações clínicas específicas. Entender indicações, contraindicações e priorização terapêutica é fundamental para o manejo do paciente com LES.
Comentário da alternativa INCORRETA (Gabarito: B):
A alternativa B está INCORRETA. Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, o tratamento inicial de pleurite ou pericardite lúpica, quando não graves, deve ser feito com AINEs. Caso haja contraindicação, uso de antimaláricos (hidroxicloroquina) e, se necessário, corticosteroides orais em baixas a moderadas doses. A pulsoterapia com corticosteroides (doses elevadas intravenosas) é reservada apenas para quadros graves, refratários ou complicados (ex: tamponamento cardíaco), o que não é a abordagem inicial prescrita pelos protocolos.
Referência: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do LES, Ministério da Saúde – seção “Manifestações cardíacas e pleuropulmonares".
Análise das alternativas corretas:
A) Correta. O uso de imunossupressores citostáticos (ex: ciclofosfamida, micofenolato mofetil) é fundamental no tratamento da glomerulonefrite proliferativa em LES, conforme diretrizes nacionais e internacionais (SBM, ACR).
C) Correta. No lúpus induzido por fármacos, suspende-se o agente desencadeante e usa-se controle sintomático (analgésicos e AINEs) quando necessário, sendo corticosteroides raramente indicados.
D) Correta. Antimaláricos (hidroxicloroquina) são indicados para praticamente todos os pacientes com LES, exceto se houver hipersensibilidade ou complicações graves (ex: maculopatia), conforme o PCDT-LES e UpToDate.
Dicas de prova: Atenção a palavras como “inicialmente” e ao grau de gravidade relatado nas manifestações. Pegadinhas costumam aparecer trocando a terapêutica de escolha para tratamentos reservados aos casos graves, como neste caso.
Segundo o PCDT-LES:
“O tratamento de manifestações pulmonares e cardíacas leves inicia-se, geralmente, com anti-inflamatórios não hormonais e antimaláricos, reservando a corticoterapia em pulsoterapia para situações graves ou refratárias.”
Resumo: O manejo de pleurite ou pericardite no LES deve ser gradual e individualizado, evitando uso precoce de pulsoterapia sem necessidade, conforme as principais diretrizes brasileiras.
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