"Muitos problemas de saúde mental, como é o caso, por exemp...

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Q3542996 Português
Mais do que a expectativa de vida, você deveria se preocupar com a sua expectativa de saúde mental
(Texto adaptado com fins didáticos).

Minha mãe tem 94 anos. Certamente, ela já ultrapassou, em muito, o tempo de vida de seus pais e de seus avós. A cada ano que passa, lemos que o mundo está envelhecendo aceleradamente e os responsáveis por isso são o crescente corpo de pesquisas na área da longevidade, as novas tecnologias na área médica e o avanço constante do saneamento básico e das disciplinas da área da saúde.

A ideia da Medicina sempre foi possibilitar a pessoas como a minha mãe que pudessem viver mais, livres de doenças que afetam o corpo; ou seja, o objetivo era alargar o período de saúde.

Será que, mais do que nos preocupar apenas com número médio de anos que esperamos viver, não deveríamos estar atentos à nossa expectativa de saúde mental? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas conviva com os mais variados transtornos mentais e uso de substâncias (de álcool às drogas potentes).

E o que as evidências têm nos mostrado é que pessoas com transtornos mentais vivem menos. Ou seja, uma saúde mental comprometida pode nos tirar anos de vida. Mais do que isso, um transtorno mental não tratado transforma-se em um fardo e mesmo em sofrimento não só para aquela pessoa, mas para aqueles que vivem no entorno dela, o que também pode lhes roubar anos de vida.

Muitos problemas de saúde mental, como é o caso, por exemplo, de depressões graves, são altamente incapacitantes. Isso significa que, se não tratadas, essas condições não permitem àqueles que vivem com esses transtornos aproveitar a vida em toda a sua capacidade.

Por ser médico, lógico, pude acompanhar a saúde física da minha mãe muito de perto. Mas eu credito a sua longevidade à saúde mental dela. Ela faz a sua fisioterapia todos os dias, reserva um tempinho diário para cuidar de suas plantas, fiscaliza as minhas redes sociais, lê as suas revistas e jornais e está sempre cercada pelos filhos, netos e agora bisnetos.

Penso que esses cuidados de minha mãe para com ela mesma são responsáveis por ela ter tido, ao longo dos anos, uma vida plena.

Por isso, nesta semana em que se celebra o Dia Mundial da Saúde Mental, dia 10 de outubro, faço o convite para que, se você está se sentindo estranho, desanimado, sem energia, sem vontade de acordar, bebendo além do razoável, dormindo mal, fazendo uso de remédios para dormir ou de drogas psicoativas, que busque um profissional de saúde. Problemas de saúde mental, gosto sempre de reforçar, quando tratados, equivalem à boa saúde mental.

Faço também o convite para que cada um volte o olhar a si mesmo e busque descobrir que mudanças no seu estilo de vida o levariam a melhorar a sua saúde mental nem que seja um pouquinho. Cada um terá o seu termômetro. É sempre bom lembrar: qualquer mudança é um tijolo a mais na construção de uma saúde mental melhor.

Fonte: https://tinyurl.com/4v57vvy5
"Muitos problemas de saúde mental, como é o caso, por exemplo, de depressões graves, são altamente incapacitantes."
É correto o uso das vírgulas no trecho acima, apesar de separar o sujeito do predicado da oração. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Pontuação – uso da vírgula para isolar expressões explicativas

No trecho analisado — “Muitos problemas de saúde mental, como é o caso, por exemplo, de depressões graves, são altamente incapacitantes.” — temos um excelente exemplo de exceção à regra geral da pontuação.

Regra normativa: Pela norma-padrão da Língua Portuguesa, não se deve separar sujeito e predicado por vírgula (Regra geral). Porém, há exceção permitida: quando se intercala na frase uma expressão explicativa, exemplificativa ou continuativa, ela DEVE ser isolada por vírgulas, mesmo que fique entre o sujeito e o predicado. É o caso de “por exemplo”, “isto é”, “ou seja”, entre outras.

Veja a regra explicada por Rocha Lima (Gramática Normativa da Língua Portuguesa):
“A vírgula isola certas palavras e expressões explicativas, corretivas, continuativas, conclusivas, tais como: por exemplo, além disso, isto é, a saber, aliás…” (Rocha Lima, 34ª ed., p. 460)

Por que a alternativa está correta?

No trecho, as vírgulas isolam as expressões “como é o caso” e “por exemplo”, ambas de caráter explicativo. Mesmo ficando entre sujeito (“Muitos problemas de saúde mental...”) e predicado (“são altamente incapacitantes”), o uso é correto segundo a gramática normativa.

Exemplo comparativo:
- Errado: “Muitos problemas de saúde mental são altamente incapacitantes.” (sem intervenção explicativa, não há vírgula entre sujeito e predicado)
- Certo: “Muitos problemas de saúde mental, por exemplo, de depressão grave, são incapacitantes.” (vírgulas corretamente empregadas)

Por que a alternativa “errado” está equivocada?

A alternativa E ignora a exceção prevista na gramática. Se a expressão intercalada for explicativa, a vírgula não só é permitida, mas obrigatória. A pontuação do trecho está de acordo com a regra normativa.

Dica de prova: Fique atento! Se houver uma expressão explicativa ou exemplificativa entre sujeito e predicado, use a vírgula sem medo – há autorização das principais gramáticas (Rocha Lima; Cunha & Cintra; Bechara).

Resumo: As vírgulas no trecho da questão estão corretas porque isolam elementos explicativos, respeitando a exceção à regra geral da pontuação.

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Comentários

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A afirmativa está Certa ✅

No trecho:

“Muitos problemas de saúde mental, como é o caso, por exemplo, de depressões graves, são altamente incapacitantes.”

As vírgulas estão corretas porque delimitam um termo explicativo/aposto (“como é o caso, por exemplo, de depressões graves”).

Esse tipo de inserção pode aparecer entre o sujeito e o predicado sem configurar erro, já que as vírgulas não estão separando sujeito e predicado de forma incorreta, mas apenas isolando o elemento intercalado.

Portanto, a resposta é: Certo.

A frase:

"Muitos problemas de saúde mental, como é o caso, por exemplo, de depressões graves, são altamente incapacitantes."

possui um sujeito simples: "Muitos problemas de saúde mental", e esse sujeito está entrecortado por uma oração explicativa, que está corretamente isolada por vírgulas:

Esse trecho funciona como um aposto explicativo, que detalha ou exemplifica parte do sujeito. Em português, é comum e gramaticalmente aceitável o uso de vírgulas nesses casos — mesmo que o sujeito e o predicado fiquem "afastados". A vírgula aqui não está separando diretamente o sujeito do predicado, mas sim isolando um aposto explicativo, o que é perfeitamente correto.

✅ Certo.

"apesar de separar o sujeito do predicado da oração" DUAS VÍRGULAS NÃO SEPARAM, INTERCALAM

A frase está certa porque as vírgulas isolam um elemento explicativo (um aposto explicativo), e não servem para separar o sujeito do predicado de forma incorreta.

Frase:

Sujeito: “Muitos problemas de saúde mental”

Predicado: “são altamente incapacitantes”

Entre eles, há um termo explicativo (entre vírgulas):

“como é o caso, por exemplo, de depressões graves”

Esse trecho explica o sujeito, por isso fica entre vírgulas — e isso não é erro, mesmo separando visualmente sujeito e predicado.

A frase está correta. O uso das vírgulas, nessa questão, está intercalando o texto.

o sujeito e o predicado estão separados fisicamente, mas, sintaticamente, estão juntos.

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