Homem, 64 anos, procura atendimento médico por queixa de ema...

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Q4111845 Medicina

Homem, 64 anos, procura atendimento médico por queixa de emagrecimento progressivo nos últimos 2 meses (perda de 6 kg). Associada a essa queixa, refere dificuldade para engolir, com sensação de dificuldade de progressão do alimento na garganta, e episódios de engasgo. Refere antecedente de tratamento para “bactéria no estômago” após endoscopia digestiva alta há 3 anos; não fez acompanhamento após. Antecedente de infarto agudo do miocárdio há 5 anos e tabagismo 40 anos/maço. No exame físico, não há alterações na palpação cervical ou oroscopia.



Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais correta para investigação diagnóstica nesse momento.

Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a topografia da disfagia: dificuldade de progressão do alimento “na garganta”, com engasgos, caracteriza disfagia orofaríngea/faringolaríngea. Nessa situação, o exame inicial mais direcionado para avaliar faringe, laringe e hipofaringe é a laringoscopia; EDA e exames de imagem seccionais não são a primeira escolha para triagem diagnóstica desse quadro.

Tema central: Disfagia orofaríngea
Análise das alternativas
A
Errada
A tomografia de pescoço e tórax não é o exame inicial mais apropriado para um quadro que sugere lesão de laringe/hipofaringe. Na investigação inicial da disfagia alta, a visualização endoscópica direta tem maior direcionamento diagnóstico. A TC pode ter papel posterior para extensão anatômica ou estadiamento, mas não substitui a avaliação inicial da mucosa suspeita.
B
Errada
A endoscopia digestiva alta é mais indicada quando a disfagia é esofágica, com sensação de parada do alimento após a deglutição. Aqui, a queixa é na garganta e vem acompanhada de engasgos, padrão semiológico de disfagia orofaríngea. O antecedente remoto de tratamento para 'bactéria no estômago' não redefine a topografia atual da disfagia.
C
Certa
A laringoscopia é o exame inicial mais apropriado porque permite visualizar diretamente laringe e hipofaringe, sítios compatíveis com a semiologia descrita: sensação de alimento parado na garganta e episódios de engasgo. Esses achados localizam a queixa na fase orofaríngea da deglutição. O exame oral e a palpação cervical normais não excluem lesões nessas regiões, o que reforça a necessidade de visualização específica.
D
Errada
A ressonância magnética de face e pescoço não é o primeiro exame para investigar disfagia alta com suspeita de lesão laringofaríngea mucosa. Apesar de detalhar a anatomia, não substitui a visualização endoscópica direta da laringe/hipofaringe como etapa inicial. Seu papel é complementar, não de triagem diagnóstica inicial nesse contexto.
Pegadinha da questão
A questão explora a confusão entre disfagia esofágica e orofaríngea: emagrecimento e antecedente gastrointestinal podem sugerir EDA, mas os achados decisivos são sensação na garganta e engasgos, que apontam para faringe/laringe.
Dica para questões semelhantes
  • Localize a disfagia pela semiologia: garganta com engasgos sugere origem orofaríngea; retroesternal após deglutir sugere esôfago.
  • Oroscopia normal não afasta lesão de laringe ou hipofaringe; essas regiões exigem visualização específica.
  • Suspeita oncológica não autoriza pular a etapa de localizar e ver a lesão; imagem seccional costuma complementar, não substituir, a avaliação endoscópica inicial.

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