A comunicação e a interação positivas entre adultos e crian...

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Q3794163 Pedagogia
A comunicação e a interação positivas entre adultos e crianças devem ser baseadas em: 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Lei nº 8.069/1990 (ECA), art. 17: "O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais." Lei nº 8.069/1990 (ECA), art. 18: "É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor." No caso, a comunicação e a interação positivas entre adultos e crianças devem ser compatíveis com esses comandos, razão pela qual a alternativa C é a correta.

Tema central: Proteção integral da criança
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque respostas rápidas e automáticas, sem escuta, negam a consideração da subjetividade da criança e contrariam a preservação de sua autonomia, valores e ideias. O confronto jurídico decisivo é com o ECA, art. 17, que protege a integridade psíquica e moral e a autonomia da criança.
B
Errada
Está errada porque uma postura controladora que evita a expressão de sentimentos suprime a autonomia e a expressão subjetiva da criança, além de ser incompatível com sua dignidade e com a proteção contra tratamento constrangedor ou opressivo. O erro jurídico decorre do confronto com os arts. 17 e 18 do ECA.
C
Certa
A alternativa C está correta porque descreve uma relação educativa compatível com o regime de proteção integral da criança. A escuta qualificada, a confiança, o acolhimento e o afeto preservam a integridade psíquica e moral da criança e respeitam sua autonomia, valores e ideias, em conformidade com o ECA, art. 17. Também se harmonizam com o dever de velar pela dignidade da criança e afastá-la de tratamento constrangedor ou opressivo, nos termos do art. 18. Não há dispositivo legal que repita literalmente a expressão da alternativa, mas a correção decorre de sua compatibilidade material direta com esses comandos normativos.
D
Errada
Está errada porque instruções diretas e rígidas, sem diálogo, afastam o respeito às ideias, à autonomia e à dignidade da criança. A base não afirma que toda instrução direta seja ilícita; o vício da alternativa é a rigidez sem diálogo, incompatível com o ECA, arts. 17 e 18, e com a proteção contra opressão.
Pegadinha da questão
A banca desloca um tema de Pedagogia para um critério jurídico-material do ECA: a alternativa correta não é a que parece pedagogicamente simpática por si só, mas a única compatível com dignidade, respeito, autonomia, integridade psíquica e convivência sem constrangimento ou opressão.
Dica para questões semelhantes
  • Em temas de interação adulto-criança, procure a alternativa compatível com dignidade, respeito, autonomia e integridade psíquica da criança.
  • Elimine opções que excluam escuta, diálogo ou expressão emocional, porque isso confronta a preservação de valores, ideias e autonomia protegida pelo ECA.
  • Posturas rígidas, controladoras ou silenciadoras podem ser afastadas mesmo sem violência física, se implicarem constrangimento ou opressão.
  • Se a alternativa correta usar linguagem pedagógica não literal da lei, verifique a compatibilidade material com os arts. 17 e 18 do ECA.

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