Homem, 35 anos, foi submetido a tireoidectomia total com es...

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Q4111842 Medicina

Homem, 35 anos, foi submetido a tireoidectomia total com esvaziamento cervical nível VI bilateral e níveis II a V à direita. Após a extubação, apresentou cornagem e sinais de insuficiência respiratória, sem abaulamento cervical.



Assinale a alternativa que descreve, respectivamente, a conduta imediata mais indicada e a causa mais provável.

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No pós-extubação imediato de tireoidectomia extensa, cornagem com insuficiência respiratória e ausência de abaulamento cervical sugere obstrução glótica por imobilidade bilateral de pregas vocais, classicamente por lesão bilateral do nervo laríngeo inferior; por isso, a prioridade é garantir a via aérea com tentativa de reintubação e, se não for possível, traqueostomia.

Tema central: Complicação respiratória pós-tireoidectomia
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque associa a etiologia mais compatível ao manejo prioritário adequado. A lesão bilateral do nervo laríngeo inferior compromete a abdução das pregas vocais, estreita a glote e produz estridor/cornagem com insuficiência respiratória logo após a extubação. Nesse cenário, a conduta imediata não é observação nem tratamento apenas medicamentoso, mas assegurar a via aérea. A tentativa inicial de reintubação é apropriada; se não for possível, indica-se traqueostomia.
B
Errada
Está errada porque oxigênio e adrenalina inalatória não resolvem a prioridade do caso, que é obstrução significativa de via aérea alta com insuficiência respiratória. Além disso, laringoespasmo pós-extubação é hipótese menos provável do que lesão bilateral do nervo laríngeo inferior neste contexto de tireoidectomia extensa com esvaziamento cervical, em que existe risco anatômico específico para paralisia bilateral de pregas vocais.
C
Errada
Está errada por dois motivos médicos. Primeiro, lesão unilateral do nervo laríngeo inferior costuma causar disfonia/voz soprosa, não insuficiência respiratória obstrutiva aguda grave por fechamento glótico. Segundo, a questão exige a conduta imediata mais indicada, e a base sustenta tentativa de reintubação como passo inicial, com traqueostomia se ela falhar, não cricotireoidostomia como resposta principal nesse cenário.
D
Errada
Está errada porque o manejo proposto corresponde ao hematoma cervical compressivo, que tipicamente cursa com aumento de volume ou tensão no pescoço. O enunciado informa ausência de abaulamento cervical, achado que enfraquece essa hipótese e desloca o raciocínio para obstrução laríngea por imobilidade bilateral das pregas vocais. Abrir a ferida e drená-la não é o critério decisivo aqui.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: escolher hematoma cervical apenas por ser complicação clássica da tireoidectomia mesmo sem abaulamento cervical, e não diferenciar lesão unilateral de bilateral do nervo laríngeo inferior quanto ao impacto respiratório imediato.
Dica para questões semelhantes
  • Em tireoidectomia com estridor logo após extubação, primeiro decida se o quadro sugere obstrução glótica por paralisia bilateral de pregas vocais ou compressão cervical por hematoma.
  • Ausência de abaulamento cervical torna hematoma compressivo menos provável e favorece causa laríngea quando há cornagem e insuficiência respiratória.
  • Lesão unilateral do nervo laríngeo inferior aponta mais para disfonia; insuficiência respiratória obstrutiva aguda sugere lesão bilateral.
  • Diante de cornagem com desconforto respiratório no pós-operatório, a prioridade técnica é garantir via aérea: tentativa de reintubação e, se inviável, traqueostomia.

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