Pacientes com histórico de cirurgia bariátrica podem ter ri...

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Q4111832 Medicina
Pacientes com histórico de cirurgia bariátrica podem ter risco aumentado para colelitíase. Pode-se afirmar que
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão se resolve pela combinação entre epidemiologia e fisiopatologia: no pós-bariátrica há aumento de colelitíase, principalmente por rápida perda ponderal, e o grupo submetido à cirurgia bariátrica é majoritariamente feminino, com sexo feminino sendo fator clássico de risco para cálculos biliares. Assim, a alternativa D é a única compatível com a base.

Tema central: Colelitíase pós-bariátrica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inverte a relação entre método de perda ponderal e risco litogênico. O risco de colelitíase se relaciona à magnitude e à velocidade da perda de peso; em geral, os procedimentos cirúrgicos bariátricos clássicos promovem perda mais intensa e rápida que a gastroplastia endoscópica, o que os associa mais ao desenvolvimento de cálculos biliares.
B
Errada
Está errada porque atribui ao pós-bariátrica aumento de cálculos pigmentares, quando o mecanismo predominante nesse cenário é formação de cálculos de colesterol. A base é explícita: a perda ponderal rápida gera bile supersaturada por colesterol e hipomotilidade vesicular, aumentando especialmente a litíase de colesterol, e não mantendo esse risco igual ao da população geral.
C
Errada
Está errada porque transforma uma dificuldade técnica em indicação cirúrgica obrigatória. Após bypass gástrico, a ERCP convencional pode realmente ficar dificultada pela anatomia alterada, mas isso não implica necessidade mandatória de derivação biliodigestiva. A base aponta alternativas como abordagens endoscópicas assistidas, acesso transgástrico/laparoscópico e estratégias combinadas, de modo que a afirmação de derivação obrigatória é medicamente incorreta.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o sexo feminino é um fator epidemiológico reconhecido para colelitíase e a população submetida à bariátrica é predominantemente feminina. Esse dado acrescenta risco ao grupo, mas o mecanismo central do aumento de colelitíase no pós-bariátrica continua sendo a rápida perda de peso, que favorece cálculos biliares, especialmente de colesterol.
Pegadinha da questão
A banca mistura um dado verdadeiro de anatomia alterada após bypass e outro de fisiopatologia dos cálculos para induzir erro: o pós-bariátrica aumenta principalmente cálculos de colesterol, e a impossibilidade de ERCP convencional não significa indicação automática de derivação biliodigestiva.
Dica para questões semelhantes
  • Em pós-bariátrica, associe colelitíase primeiro à perda ponderal rápida e à bile supersaturada por colesterol.
  • Se a alternativa falar em cálculo pigmentado como padrão do pós-bariátrica, a tendência é estar errada.
  • Após bypass gástrico, diferencie 'ERCP convencional difícil' de 'via biliar sem alternativas terapêuticas'; uma coisa não implica a outra.
  • Em questões epidemiológicas, lembre que o perfil basal do grupo também pesa: sexo feminino aumenta risco de colelitíase.

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