Homem, 22 anos, foi vítima de colisão moto versus poste em ...
Homem, 22 anos, foi vítima de colisão moto versus poste em alta velocidade há 15 minutos. Estava de capacete e nega perda de consciência. Trazido ao serviço de emergência pelos bombeiros, em prancha rígida e colar cervical. A avaliação inicial está descrita a seguir:
A: Via aérea pérvia, com colar cervical.
B: Murmúrio vesicular presente bilateralmente, saturação 96% ar ambiente.
C: PA = 70 x 40 mmHg, FC = 130 bpm, FAST +.
D: Glasgow 15, PIFR, sem déficit motor ou sensitivo.
E: Pelve instável, toque retal com fezes em dedo de luva, sem sangue.
Realizada expansão volêmica com 1 litro de cristaloide aquecido e fixação da pelve com lençol, com manutenção dos parâmetros hemodinâmicos de entrada.
A conduta imediata a ser realizada é:
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: A
Fundamento decisivo: No politrauma com choque hemorrágico refratário às medidas iniciais, FAST positivo e pelve instável, há indicação de controle imediato das duas possíveis fontes de sangramento: laparotomia de urgência para o hemoperitônio provável e tamponamento pélvico pré-peritoneal/extraperitoneal para a hemorragia pélvica, sem comunicação entre os acessos.
- FAST positivo em traumatizado hemodinamicamente instável aponta para laparotomia imediata, sem postergar para métodos mais demorados.
- Se houver fratura pélvica instável com choque persistente, pense em fonte hemorrágica pélvica associada e necessidade de controle hemostático da pelve.
- Tamponamento pélvico eficaz, quando indicado, é pré-peritoneal/extraperitoneal; comunicar a pelve com a cavidade abdominal compromete a hemostasia.
- Medidas de suporte, inclusive transfusão maciça, não substituem a conduta principal quando a questão pede controle imediato da hemorragia.
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