Mulher, 62 anos, previamente hígida, assintomática. Realizo...
Mulher, 62 anos, previamente hígida, assintomática. Realizou endoscopia digestiva alta de rastreamento que evidenciou em transição esôfago gástrica lesão tumoral plana com 30 mm de extensão no seu maior eixo, associada à esofagite erosiva distal (grau A de Los Angeles) e hérnia hiatal. A biópsia revelou adenocarcinoma invasivo, de padrão tubular. Realizou ecoendoscopia que evidenciou uma lesão uT1N0Mx (M3) e PET-CT sem evidências de doença à distância. Foi indicada dissecção endoscópica submucosa que revelou denocarcinoma bem diferenciado de 20 mm em área de displasia de alto grau, com invasão angiolinfática e margens livres.
A conduta indicada nesse momento é:
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: Após ESD, o anatomopatológico final definiu não curatividade por invasão angiolinfática, achado que eleva o risco de metástase linfonodal oculta e torna necessária abordagem cirúrgica com linfadenectomia.
- Após ressecção endoscópica de neoplasia esofagogástrica precoce, a decisão final depende do anatomopatológico da peça, não apenas do estadiamento prévio.
- Margem livre resolve controle local, mas não afasta doença linfonodal microscópica quando existe invasão linfovascular.
- Se houver critério histológico de não curatividade endoscópica em paciente operável, pense em ressecção oncológica com linfadenectomia.
- Não deixe achados de refluxo, hérnia hiatal ou outros dados acessórios competirem com o critério oncológico decisivo.
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