Quanto ao exame dos membros superiores e inferiores, da marc...
Quanto ao exame dos membros superiores e inferiores, da marcha e dos testes musculares, julgue o item que segue.
Quando o quadril é fletido por um movimento pélvico enquanto a parte superior do corpo permanece ereta, ocorre uma báscula anterior da pélvis.
Gabarito comentado
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Tema central: Biomecânica pélvica na marcha – relação entre báscula (tilt) pélvica e flexão do quadril em cadeia cinética fechada.
Gabarito: C (certo)
Por que está certo? Quando a pelve gira anteriormente em torno das cabeças femorais (movimento pelvic-on-femoral) e o tronco permanece ereto, ocorre báscula anterior. Nesse gesto, as EIAS (espinhas ilíacas ântero-superiores) movem-se inferoanteriormente, aumentando a lordose lombar. Do ponto de vista funcional, isso equivale a flexão dos quadris. Músculos que favorecem esse padrão incluem iliopsoas e reto femoral (anteriormente) associados a extensores lombares. Referência clássica: Neumann DA. Kinesiology of the Musculoskeletal System; Perry & Burnfield. Gait Analysis; Kendall et al. Muscles: Testing and Function.
Estratégia para a prova: Identifique se a questão descreve movimento da pelve sobre os fêmures (cadeia fechada) ou do fêmur sobre a pelve (cadeia aberta). A frase “parte superior do corpo permanece ereta” indica que não há flexo-extensão do tronco; logo, o movimento é pélvico. Em cadeia fechada: báscula anterior = flexão do quadril; báscula posterior = extensão do quadril.
Aplicação clínica: Contraturas em flexores do quadril ou fraqueza de extensores lombares e glúteo máximo tendem a aumentar a báscula anterior e a lordose. Na marcha, compensações com anteriorização pélvica podem surgir para “ganhar” flexão do quadril durante a fase de balanço.
Por que a alternativa E (errado) não se sustenta?
- Seria incorreto afirmar que a flexão do quadril, com tronco ereto, ocorreria com báscula posterior. A báscula posterior faz o oposto: EIAS movem-se póstero-superiormente, reduz a lordose lombar e corresponde a extensão do quadril em cadeia fechada (ação típica de glúteo máximo, isquiotibiais e reto do abdome).
Pegadinhas frequentes:
- Confundir flexão do quadril com flexão do tronco: flexão do tronco não é necessária aqui, pois o enunciado fixa o tronco “ereto”.
- Inverter a nomenclatura de tilt pélvico: lembre-se do deslocamento das EIAS (anterior/inferior = báscula anterior; posterior/superior = báscula posterior).
- Misturar planos: tilt anterior/posterior ocorre no plano sagital; queda pélvica (Trendelenburg) é no plano frontal e não se aplica nesta questão.
Fontes sugeridas para estudo: Neumann DA. Kinesiology of the Musculoskeletal System, 3ª ed.; Perry & Burnfield. Gait Analysis: Normal and Pathological Function, 2ª ed.; Kendall FP et al. Muscles: Testing and Function, 5ª ed.; UpToDate – Overview of normal gait (para integração clínica).
Conclusão: Com tronco ereto, a flexão do quadril decorrente de movimento pélvico caracteriza báscula anterior da pelve. Portanto, a assertiva está correta.
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