Assinale a alternativa que descreve corretamente uma condut...
Gabarito comentado
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Tema central: manejo de dengue grave em crianças na UTI, com foco em reposição volêmica guiada por parâmetros clínicos e laboratoriais para evitar tanto o choque quanto a sobrecarga hídrica.
Alternativa correta: E. A conduta essencial é a monitorização contínua da pressão arterial, do hematócrito (Ht) e da diurese para ajustar fluidos. Na dengue grave ocorre perda capilar plasmática; por isso, a fluidoterapia deve ser dinâmica:
- Ht em ascensão + sinais de hipoperfusão → indica extravasamento e necessidade de intensificar fluido/bolus.
- Ht em queda + instabilidade → sugere sangramento; considerar hemoderivados (ex.: concentrado de hemácias).
- Ht em queda + melhora clínica → sugere reabsorção; reduzir fluidos para evitar edema pulmonar/derrame pleural.
- Diurese-alvo: geralmente ≥1 mL/kg/h. A PA (idealmente com avaliação de pressão de pulso) ajuda a detectar choque iminente.
Baseado nas diretrizes do Ministério da Saúde (Guia de Manejo da Dengue, 2023–2024), OMS 2022 e UpToDate.
Por que as demais estão incorretas?
A. “Altas taxas iniciais com base apenas no Ht” contraria a recomendação de reposição criteriosa, guiada por hemodinâmica e tendência do Ht. Bolus (10–20 mL/kg) só em choque, com reavaliação frequente, para evitar sobrecarga hídrica (MS/OMS).
B. “Transfundir plaquetas em <20.000 sem sangramento” não é rotina. O sangramento na dengue é multifatorial e transfusão profilática aumenta riscos (sobrecarga, reações) sem benefício comprovado. Indicar plaquetas apenas em hemorragia significativa ou antes de procedimento invasivo específico (MS/OMS/SBP).
C. “Antibiótico profilático para todos” é inadequado: dengue é viral. Antibióticos só se houver sinais de coinfecção bacteriana (foco, leucocitose, choque séptico) ou indicação relacionada a dispositivos/infecção nosocomial (MS/OMS).
D. Embora o sangramento seja multifatorial, o tromboelastograma (TEG) não é conduta essencial nas diretrizes do MS. Pode ser considerado em centros com expertise, mas o manejo deve se basear primariamente em clínica, Ht, coagulograma básico e resposta aos fluidos/hemoderivados. Não é recomendação de rotina.
Estratégia de prova: destaque termos como “essencial” e “UTI”. Prefira condutas universais e padronizadas (monitorização e ajuste de fluidos) e desconfie de afirmações absolutas (transfusão/antibiótico “para todos”).
Referências: Ministério da Saúde – Guia de Manejo da Dengue (2023–2024); OMS – Dengue Guidelines 2022; SBP; UpToDate.
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