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Q3366460 Medicina
Com relação aos procedimentos terapêuticos realizados na UTI pediátrica e aos seus riscos, assinale a alternativa correta.
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Tema central: O enunciado aborda procedimentos terapêuticos na UTI pediátrica, especialmente os acessos venosos centrais e riscos/complicações relacionados, pedindo análise crítica das vias de acesso e indicações em situações de emergência.

Alternativa correta: D

De acordo com as diretrizes nacionais e internacionais sobre acesso venoso central, a veia jugular interna é frequentemente preferida em pediatria. Os motivos principais são:

  • Facilidade de localização anatômica — especialmente em crianças, aumenta a chance de sucesso.
  • Menor risco de pneumotórax e hemotórax em relação à punção da veia subclávia, devido à sua posição menos próxima do ápice pulmonar (Conforme o Protocolo Assistencial – EBSERH/HC-UFTM, seção “Indicações e complicações do acesso venoso central”) .
  • A síndrome de Claude Bernard-Horner é, de fato, uma complicação potencial rara na punção da jugular, resultante de lesão simpática do lado ipsilateral (mostrando que a alternativa está correta quanto à fisiopatologia e risco do procedimento).

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Errada. A via intraóssea não é a primeira opção, exceto quando não se consegue acesso venoso rápido em situação de emergência. A maioria dos protocolos (incluindo o PALS – American Heart Association) recomenda pelo menos 2 tentativas de acesso periférico rápido antes de considerar acesso intraósseo em PCR ou choque.
  • B: Errada. Embora a via femoral seja de fácil acesso em situações emergenciais, não é a via preferencial na PCR e não deve suplantar o intraósseo, cuja instalação é mais rápida e segura em crianças, segundo recomendações da SBP e AHA.
  • C: Errada. Apesar da veia subclávia ser indicada para cateteres de longa permanência, não é fácil para crianças pequenas (risco aumentado de pneumotórax/hemotórax) e não é “confortável” para o paciente, sendo via de exceção em pediatria de menor idade.
  • E: Errada. O tempo ideal para indicação de traqueostomia em crianças ventiladas não é rigidamente de 30 dias; deve-se avaliar caso a caso, considerando condição clínica, expectativa de desmame e recomendações de consenso (exemplo: SBPT e SBP).

Dicas para interpretação:

Fique atento a palavras absolutas (“primeira opção”, “sempre”, “rigidamente”) e detalhes clínicos (“complicação rara”). Tais termos costumam indicar pegadinhas ou erros conceituais em concursos.

Segundo os protocolos citados, escolha sempre a via com maior segurança e menor risco de complicações graves, principalmente em pacientes pediátricos.

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