Em uma unidade de terapia intensiva pediátrica, observou-se ...
A estratégia que apresenta maior eficácia na prevenção de infecções hospitalares nessas condições consiste
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Tema central: prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) em UTI pediátrica, especialmente por microrganismos multirresistentes (MDRO). A medida mais eficaz e com melhor evidência é a higiene das mãos implementada de forma rígida, com vigilância ativa e combinada a uso criterioso de antimicrobianos (stewardship).
Gabarito: E
Justificativa da alternativa correta (E): A OMS/WHO e o CDC recomendam uma estratégia multimodal para reduzir IRAS: protocolo padronizado de higiene das mãos (5 Momentos da OMS), disponibilidade de preparação alcoólica no ponto de cuidado, educação contínua, auditoria com feedback (vigilância ativa de adesão) e stewardship antimicrobiano para diminuir pressão seletiva por MDRO. Essa combinação reduz infecções por cateter venoso central, ventilação mecânica e trato urinário, e a colonização/infecção por MRSA, Enterobactérias resistentes e Pseudomonas (WHO Hand Hygiene Strategy; CDC Hand Hygiene; ANVISA/PNCIH).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Reduzir antimicrobianos empíricos: o uso criterioso é essencial, mas reduzir empirismo indiscriminadamente não é a medida de maior impacto isoladamente e pode atrasar terapia adequada em sepse pediátrica, aumentando mortalidade. O pilar primário de prevenção é a higiene das mãos + bundles de dispositivos, associada ao stewardship, não a restrição isolada.
- B) Instalar secador de mãos: secadores a jato podem aumentar aerossolização e dispersão de microrganismos. Em ambiente hospitalar, recomenda-se álcool gel como método preferencial ou toalhas de papel quando necessário (CDC/WHO). O dispositivo em si não reduz IRAS.
- C) Uso prolongado de dispositivos invasivos: é o oposto do recomendado. Tempo de cateter, ventilação e sonda é fator de risco direto para IRAS (CLABSI, VAP, CAUTI). Boa prática: remover precocemente, avaliar necessidade diariamente e aplicar bundles de inserção/manutenção (ANVISA, CDC).
- D) Isolar todos os pacientes: isolamento universal é ineficiente e inviável (alto custo, impacto assistencial) e não substitui precauções padrão e higiene das mãos. O correto é precaução de contato dirigida a casos suspeitos/confirmados ou coorte, conforme vigilância epidemiológica (CDC/ANVISA).
Como acertar na prova: diante de “maior eficácia”, priorize medidas com forte evidência e abordagem sistêmica: higiene das mãos + vigilância ativa + stewardship. Desconfie de soluções únicas, extremas ou que aumentem risco (p. ex., prolongar dispositivos) e de itens de apelo tecnológico sem base (p. ex., secador).
Referências essenciais: OMS/WHO – Estratégia Multimodal de Higiene das Mãos; CDC – Hand Hygiene in Healthcare Settings; ANVISA – Diretrizes de Prevenção de IRAS e Bundles; SBP – Uso Racional de Antimicrobianos em Pediatria.
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