Uma criança de 6 anos foi submetida à retirada de um tumor ...
Qual das estratégias a seguir é mais crítica para prevenir complicações neurológicas no período pós-operatório?
Gabarito comentado
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Gabarito Comentado – Pós-operatório de Meduloblastoma em Pediatria
Tema central: O foco da questão é a prevenção de complicações neurológicas no pós-operatório imediato de uma criança submetida à neurocirurgia. Esse período exige atenção redobrada ao estado neurológico e balanço hidroeletrolítico, especialmente quanto à vigilância neurológica e manejo correto de fluidos para evitar hiponatremia.
Alternativa Correta (D): Vigilância neurológica rigorosa e suporte hídrico adequado com solução isotônica são essenciais para a prevenção de hiponatremia, uma complicação grave que piora edema cerebral e risco de convulsões. Segundo protocolos de referência (MEAC e FMRP), soluções hipotônicas não devem ser utilizadas nesta fase, pois agravam o quadro neurológico. O controle clínico frequente – como avaliação do perímetro cefálico, consciência e sinais de hipertensão intracraniana – está diretamente associado à diminuição de mortalidade e sequelas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Evitar fluidos intravenosos é um erro grave – pode induzir desidratação e hipovolemia, elevando o risco de lesão cerebral secundária. Uso rotineiro de manitol e dexametasona não é indicado sem sinais claros de hipertensão intracraniana. Diretrizes preconizam ajuste individualizado, não “de horário”.
B) Manter sedação e retardar extubação aumenta riscos como pneumonia e retardo da detecção de alterações neurológicas. Recomenda-se extubação precoce se estável neurologicamente, conforme protocolos internacionais e nacionais.
C) A “oferta restrita de eletrólitos” não previne complicações neurológicas; pode precipitar hiponatremia se não for ajustada. Soluções isotônicas são preferenciais, evitando tanto restrição excessiva como oferta inadequada de eletrólitos.
E) Iniciar quimio/radioterapia precocemente não é conduta no pós-operatório imediato, pois há riscos anestésicos e de infecções. O objetivo imediato é garantir estabilização clínica e neurológica.
Pegadinhas da questão: Atenção aos termos que sugerem “restrição” universal de fluidos, “sedação contínua” ou uso preventivo de medicações sem indicação clínica. Questões de prova gostam de induzir o candidato ao erro pelo medo do edema cerebral, mas negligenciar fluidos/equilíbrio eletrolítico é perigoso.
Referências e Diretrizes: Protocolos MEAC/Ministério da Saúde e FMRP-USP reforçam: “O uso de soluções isotônicas e a vigilância neurológica contínua são as medidas mais importantes no cuidado imediato.”
Resumo: A alternativa D é a correta por alinhar-se ao manejo seguro e às diretrizes atuais de neurocirurgia pediátrica.
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