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Q2510068 Português
Caminhar pelo quarteirão é bom para saúde


    É comprovado que o simples ato de caminhar diariamente faz muito bem para a saúde e é um antídoto para o sedentarismo a quase todas as pessoas, independentemente da idade e da quantidade de exercícios físicos que faz semanalmente.

    Segundo a revista British Journal of Sports Medicine, caminhar de 9 a 10 mil passos diários reduz o risco de morte em mais de 1/3. Também diminui o risco de doenças cardiovasculares em pelo menos 20%. “Mesmo aumentos menores no número diário de passos mostraram benefício ___ saúde”, informam os pesquisadores.

    Já de acordo com o American Council of Exercise, mesmo o ato de caminhar em volta do quarteirão, no próprio bairro, já beneficia o corpo — e faz dessa atividade a mais acessível para cuidar da saúde. “De baixo risco e fácil de começar, a caminhada deve ser incentivada por causa de seus vários benefícios, que incluem redução da pressão arterial e melhora da saúde mental”.

    A entidade explica que a caminhada pelo bairro também ajuda ___ conectar as pessoas com seus vizinhos e a própria comunidade. “Só nos Estados Unidos, mais de um quinto dos adultos diz que frequentemente ou sempre se sente solitário ou isolado dos outros. Ao incentivar as pessoas a caminharem em suas vizinhanças, elas encontram mais oportunidades de se envolverem com os membros de suas comunidades, obtendo assim benefícios sociais e de saúde”, informa a ACE.

    Pesquisas apontam para a importância de “bairros que podem ser percorridos ___ pé” e da “caminhada como um meio de restaurar as conexões sociais”.

    Em tempos em que diversos serviços de saúde mundo afora indicam que há uma “epidemia de solidão” entre as pessoas adultas, a ACE defende que a caminhada pelo quarteirão acompanhado de um vizinho ou membro da comunidade traz vantagens adicionais semelhantes ___ de um “amigo do fitness”. “Ambos proporcionam um benefício social, bem como um fator de responsabilidade, o que aumenta a probabilidade de que a atividade física seja mantida e continuada”.

National Geographic Brasil. Adaptado
Assinalar a alternativa em que o pronome possessivo apresenta ambiguidade.
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Gabarito comentado

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Tema central: Ambiguidade causada por pronomes possessivos

A questão avalia se o candidato reconhece momentos de ambiguidade no uso de pronomes possessivos, uma exigência comum em concursos para o cargo de Educador Social, pois a clareza na comunicação é essencial nesta profissão.

Comentando a alternativa correta:

B) A professora permitiu que ela usasse seu dicionário.

Nesta frase, há ambiguidade clara: o pronome possessivo “seu” pode se referir tanto ao dicionário da professora quanto ao dicionário de “ela”. A norma-padrão alerta para esse tipo de dupla interpretação com os possessivos da terceira pessoa, conforme destacado por autores como Evanildo Bechara e Rocha Lima. Para evitar esse problema, recomenda-se o uso de “dela” ou a reescrita da frase: “...que ela usasse o próprio dicionário” ou “...que ela usasse o dicionário dela”.

Por que as demais estão incorretas?

A) Fui até sua casa depois da aula. – Aqui, embora “sua” teoricamente possa causar ambiguidade, o contexto normalmente esclarece que a casa é do interlocutor (“você”), e não há referência clara a outra pessoa, tornando a ambiguidade pouco provável.

C) Gosto de roupas como as suas. – O pronome “suas” refere-se claramente ao interlocutor e não há outra pessoa no contexto. Portanto, não se observa ambiguidade.

D) Carol perdeu seu livro e Júlia ajudou a procurar. – Apesar de existir a possibilidade de ambiguidade, o contexto indica fortemente que o livro é de Carol, pois ela foi quem perdeu. A ambiguidade, nesse caso, é mínima ou inexistente.

Estratégias para provas: Sempre que ler frases com “seu/sua”, questione-se: “de quem, exatamente, fala esse pronome?” Se houver mais de uma possibilidade real de referência, existe ambiguidade, devendo-se reformular a frase.

Referência gramatical: Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e o Manual de Redação da Presidência da República, a precisão textual exige soluções como “dele/dela” no lugar de “seu/sua” quando houver possibilidade de dupla interpretação.

Gabarito: B

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Comentários

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B) O livro da professora ou da pessoa com quem se fala.

GABARITO: B

Não é possível saber de quem é o dicionário.

Dicionário de quem? da professora ou de quem se fala ?

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