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Q1050785 Medicina

Mulher, 44 anos, procura atendimento médico com queixa de cefaleia holocraniana, em aperto, de intensidade progressiva, há 3 dias. No momento, considera a dor de forte intensidade, graduada como nota 8/10. Despertou na última noite pela dor. Hoje pela manhã, ao fazer atividade física, teve novamente piora da dor, motivando a busca por auxílio médico. Nega comorbidades e não faz uso de medicamentos, não fuma e não ingeriu bebida alcoólica na última semana. Exame neurológico normal.


Nesse caso, o diagnóstico e a melhor conduta são, respectivamente:

Alternativas

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Tema central: O caso aborda cefaleia aguda com sinais de alerta em uma paciente previamente saudável. O conhecimento sobre “sinais de alarme” (red flags) é essencial para a segurança clínica e frequentemente explorado em concursos para médicos.

Justificativa da alternativa correta (B):

A paciente apresenta cefaléia recente, progressiva, que a acorda do sono e piora com esforço físico. Segundo diretrizes internacionais (como International Headache Society e recomendações do UpToDate), esses são sinais de alerta para causas secundárias potencialmente graves (tumores, hemorragia subaracnoidea, trombose venosa cerebral, entre outros).
Como destaca o UpToDate: “Cefaleias com características atípicas ou sinais de alerta justificam exame de imagem craniana”.
Assim, diante de uma “cefaleia sem etiologia definida” e sinais de alerta, a conduta correta é: alívio sintomático com analgésico simples e investigação com exame de imagem craniana (preferencialmente TC ou RM).

Análise das alternativas incorretas:

A) Cefaleia em salvas – inalação de O2: Característica típica é dor orbital/temporal, intensa, unilateral, com sintomas autonômicos e episódios curtos e recorrentes — não condiz com o caso apresentado.

C) Cefaleia tensional – anti-inflamatório: Apesar da menção ao “aperto”, não se deve atribuir cefaleia tensional quando há sinais de alerta. Excluir causas secundárias é prioridade!

D) Enxaqueca sem aura – sumatriptano: Enxaqueca geralmente cursa com náusea, fotofobia/fonofobia, agravamento com esforço, mas o principal: não costuma despertar do sono nem progredir em intensidade.

E) Cefaleia cervicogênica – relaxante muscular: Relaciona-se a distúrbios cervicais, dor referida à cabeça, geralmente associada a alteração cervical — não descrito neste caso.

Estratégia em concursos: Ao identificar sintomas como despertar noturno pela dor ou piora com exercício, sempre pense em investigar primeiro causas secundárias antes de tratar como primária. Esses detalhes são frequentes “pegadinhas” de prova!

Resumo: O caso apresenta sintomas inespecíficos, porém, com sinais de alerta. Priorize a investigação! A alternativa B é a única condizente com a boa prática médica, conforme recomendações de protocolos e diretrizes citadas.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa B, que indica que o diagnóstico é de cefaleia sem etiologia definida e a melhor conduta é o uso de analgésico simples e exame de imagem craniana. Isso se justifica pelo fato de que a paciente apresenta uma dor de forte intensidade, progressiva e que despertou durante a noite, o que pode ser um sinal de alerta para a possibilidade de uma causa mais grave. Além disso, o fato de não haver comorbidades e a normalidade do exame neurológico não descartam a necessidade de investigação mais aprofundada. Portanto, é importante realizar um exame de imagem craniana e, se necessário, prescrever analgésicos para aliviar a dor enquanto se aguarda o resultado do exame.

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