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Q1050779 Medicina

Homem, 66 anos, diabético e hipertenso procura atendimento médico por estar apresentando visão dupla. Exame clínico: estrabismo convergente à direita sem alterações pupilares. Não foram observados outros déficits motores, sensitivos ou comprometimento de pares cranianos. Nega fadigabilidade ou melhora com repouso. Realizou tomografia de crânio sem contraste que mostrou apenas redução volumétrica encefálica compatível com a idade do paciente e sinais de microangiopatia.


Entre as alternativas a seguir assinale o diagnóstico mais provável.

Alternativas

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Vamos analisar a questão apresentada sobre um paciente de 66 anos com visão dupla e estrabismo convergente à direita. O tema central aqui envolve a identificação adequada de uma condição neurológica, focando em neuropatias cranianas. Este cenário clínico indica a importância de reconhecer padrões de apresentação de disfunções neurológicas específicas.

Justificativa para a alternativa correta (C - Mononeuropatia craniana): A apresentação clínica deste paciente é clássica para uma mononeuropatia do nervo abducente (VI par craniano). A diplopia e o estrabismo convergente sugerem paralisia deste nervo, que é responsável pela abdução do olho. A ausência de alterações pupilares e outros déficits focais reforça a suspeita de um problema isolado do nervo craniano. Em pacientes diabéticos, a microangiopatia pode predispor a neuropatias isoladas, sendo a mononeuropatia do VI nervo uma manifestação relativamente comum.

A tomografia de crânio não revelou lesões estruturais significativas, o que apoia a hipótese de uma neuropatia isquêmica menor em vez de grandes infartos ou tumores. Este é um exemplo clássico de como doenças microvasculares podem afetar seletivamente os nervos cranianos.

Análise das alternativas incorretas:

A - Infarto cerebral lacunar: Infartos lacunares são pequenos infartos decorrentes de oclusão de pequenas artérias perfurantes no cérebro. Embora o paciente apresente fatores de risco como diabetes e hipertensão, os infartos lacunares geralmente não se apresentam isoladamente com paralisia de nervo craniano sem outros déficits neurológicos.

B - Macroadenoma hipofisário: Embora possam afetar nervos cranianos devido à compressão, são mais frequentemente associados a déficits visuais como hemianopsia bitemporal. Não se esperaria uma apresentação isolada de VI par craniano com este diagnóstico.

D - Miastenia gravis: Miastenia gravis poderia explicar diplopia e estrabismo, mas a apresentação típica inclui fadigabilidade dos músculos e melhora com repouso, o que o paciente negou. Além disso, as pupilas normalmente não são afetadas, mas a miastenia tende a não ser tão específica para um único nervo craniano.

E - Botulismo: O botulismo causa paralisia flácida descendente, e frequentemente envolve sintomas sistêmicos e autonômicos, não se restringindo a um único nervo craniano ou apresentando apenas diplopia e estrabismo convergente.

Portanto, com base na apresentação clínica e nos fatores de risco, a mononeuropatia craniana é o diagnóstico mais consistente.

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Baseado nas informações do caso clínico apresentado, o diagnóstico mais provável é a alternativa C, mononeuropatia craniana. A presença de estrabismo convergente à direita sem alterações pupilares sugere uma lesão do nervo oculomotor, que é responsável pela inervação dos músculos responsáveis pelos movimentos do olho, incluindo o músculo que controla a convergência do olhar. Além disso, a ausência de outros déficits motores, sensitivos ou comprometimento de outros pares cranianos descartam outras possíveis causas. A tomografia de crânio mostrou apenas redução volumétrica encefálica compatível com a idade do paciente e sinais de microangiopatia, que são achados comuns em pacientes diabéticos e hipertensos.

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