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Q3366433 Medicina
Um bebê de 1 mês de vida, internado na unidade de terapia intensiva por uma bronquiolite desencadeada pelo vírus sincicial respiratório, está no quarto dia de evolução da doença, recebendo nebulização de oxigênio. O médico é chamado pela enfermagem para avaliá-lo, pois o paciente se encontra muito cansado. Ao entrar no leito, o médico encontra o bebê sonolento, com respiração lenta (uma respiração a cada doze segundos) e cianótico. No monitor cardíaco, a frequência cardíaca é de 51, e a saturação não mostra nenhum valor.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a conduta a ser tomada de forma imediata.
Alternativas

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Tema central da questão: O foco é o manejo emergencial de bradicardia com sinais de má perfusão em lactentes no contexto de insuficiência respiratória grave, aplicado à reanimação cardiopulmonar (RCP) pediátrica.

Análise do caso: Lactente de 1 mês, internado por bronquiolite viral, evolui para quadro grave: sonolento, respiração muito lenta, bradicardia (51 bpm) e cianose. Esses achados indicam hipoxemia grave com início iminente de parada cardiorrespiratória.

Justificativa para a alternativa correta (B): Segundo as diretrizes da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), na bradicardia (<60 bpm) com sinais de má perfusão e pulso presente, deve-se priorizar a abertura das vias aéreas e iniciar ventilação com pressão positiva (VPP). A bradicardia neonatal é, na maioria das vezes, consequência de hipóxia — portanto, resolver a hipoxemia com VPP pode reverter a condição antes do colapso cardíaco.

Protocolos e evidências: O Protocolo de Ressuscitação Cardiopulmonar Pediátrica destaca: "A RCP no paciente pediátrico está indicada na bradicardia com hipoperfusão, ou seja, pulso centrado palpável numa frequência abaixo de 60 bpm com inconsciência e apneia ou respiração agônica." No entanto, o passo inicial sempre é checar pulso, garantir via aérea e iniciar VPP — só avançando para RCP se não houver resposta.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) 15:2: Esta proporção é correta para RCP com dois socorristas, mas só deve ser iniciada após insucesso da VPP e com sinais de má perfusão persistente.
  • C) Epinefrina imediata: Indicada apenas após falha da RCP e ventilação; não é a primeira intervenção neste contexto.
  • D) Atropina: Utiliza-se em bradicardia por aumento do tônus vagal, raro em neonatos. Sua administração inicial não está recomendada.
  • E) 30:2: Proporção inadequada para lactentes em ambiente hospitalar; 30:2 refere-se a RCP com apenas um socorrista.

Pontos-chave e estratégias de prova: Fique atento a palavras como "pulso presente" e aos sinais de insuficiência respiratória. Em lactentes, priorize ações que revertam hipoxemia antes da RCP. Leia sempre com atenção a ordem dos passos para não cair em pegadinhas de iniciar compressões prematuramente.

Resumindo: Alternativa B está correta pois segue a sequência lógica e protocolar do suporte básico e avançado de vida em Pediatria: Garantir via aérea e oferecer VPP ao reconhecer bradicardia com pulso e sinais de má perfusão.

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