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Q3457911 Medicina
Caso: Mulher de 55 anos, com diagnóstico estabelecido de artrite reumatoide (AR) soropositiva há nove anos, caracterizada por poliartrite simétrica de pequenas e grandes articulações (interfalangianas proximais, tornozelos e joelhos) com desenvolvimento de deformidades e presença de nódulos subcutâneos em superfícies extensoras, em acompanhamento regular na Atenção Primária e com a equipe de Reumatologia, relata emagrecimento de aproximadamente 10% do seu peso corporal nos últimos meses e episódios de febre (até 38 °C), além de fadiga intensa. Ao exame físico, além das alterações articulares compatíveis com AR de longa data, constata-se esplenomegalia palpável. Resultados de exames laboratoriais recentes: hemoglobina = 9,5 g/dL; leucócitos totais = 4.500/mm³ (com diferencial: neutrófilos segmentados 43% [correspondendo a 1.935/mm³], linfócitos 50%, monócitos 5%, eosinófilos 2%); plaquetas = 180.000/mm³.
Para a confirmação diagnóstica de Síndrome de Felty nessa paciente, é necessária a identificação de:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o diagnóstico da Síndrome de Felty, uma complicação rara e grave da artrite reumatoide (AR).

Conceito-chave: A tríade clássica da Síndrome de Felty é: (1) AR de longa data, (2) esplenomegalia e (3) neutropenia. É um diagnóstico orientado clínica e laboratorialmente.

Justificativa da alternativa correta (B):
A neutropenia (contagem de neutrófilos < 2.000/mm³) é essencial para confirmar Síndrome de Felty, sendo o critério laboratorial fundamental ao lado da AR e da esplenomegalia. Segundo o PCDT em Artrite Reumatoide do Ministério da Saúde: “A neutropenia < 2.000/mm³ é central no diagnóstico...” (p. 30). Valores persistentemente abaixo de 1.500/mm³ têm maior valor diagnóstico e prognóstico, pois aumentam o risco de infecções graves, justificando a necessidade de intervenção.

Análise das alternativas incorretas:

A) Infiltração de medula por linfócitos T e elevação de PCR não compõem a definição da Síndrome de Felty. Infiltratos medulares não são achado obrigatório, e o aumento de PCR apenas reflete inflamação sistêmica, comum em qualquer atividade da AR.

C) Fator reumatoide (FR) e anti-CCP são marcadores diagnósticos para AR, mas não específicos para Felty; sua presença NÃO é obrigatória para o diagnóstico desta síndrome.

D) Úlceras cutâneas e vasculite sistêmica podem ocorrer na AR ou até co-ocorrer em Felty, mas não definem nem confirmam o diagnóstico, sendo manifestações inespecíficas.

E) Trombocitopenia significativa pode ocorrer em quadros graves, mas não faz parte da tríade diagnóstica; a anemia é esperada na AR de longa evolução, mas placaquetopenia acentuada sugere outras etiologias.

Estratégia de prova: Ao ler casos clínicos com AR crônica, esplenomegalia e alterações hematológicas, busque SEMPRE identificar neutropenia (<2.000/mm³). Essa é a dica-chave para Síndrome de Felty. Fique atento aos valores de leucograma e às manifestações infecciosas!

Referências utilizadas: PCDT Artrite Reumatoide (Ministério da Saúde), Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed.), UpToDate. Todos reforçam a neutropenia como definidora da síndrome.

Resumo final: Na Síndrome de Felty, a neutropenia soma-se à AR e à esplenomegalia para o diagnóstico definitivo. Fixe esta tríade em sua preparação: é recorrente em concursos!

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