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Q3457909 Medicina
Caso: Gestante de 39 semanas, HIV positiva há três anos, realiza pré-natal de risco habitual na UBS com acompanhamento conjunto no Serviço de Assistência Especializada (SAE). Está em uso regular de terapia antirretroviral (TARV) e apresentou carga viral para HIV inferior a 50 cópias/mL na 34ª semana de gestação. Ela comparece à maternidade referindo perda de líquido amniótico há três horas e contrações uterinas regulares. Ao exame obstétrico, detecta-se: dilatação cervical de 6 cm, colo uterino esvaecido 60%, bolsa amniótica rota com saída de líquido claro com grumos, apresentação cefálica, batimentos cardíacos fetais (BCF) de 155 bpm. O plano de parto, discutido e registrado em cartão de gestante pela equipe da Atenção Primária e SAE, considerou sua carga viral indetectável.
Nesse caso, qual é a conduta mais adequada a ser adotada pela equipe da maternidade?
Alternativas

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Tema central: Manejo obstétrico em gestante vivendo com HIV com carga viral indetectável no 3º trimestre.

Justificativa da alternativa correta (C):

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, para a gestante com HIV e carga viral indetectável (<50 cópias/mL)', a via vaginal é recomendada. Isso ocorre porque a supressão da carga viral pelo uso correto da TARV (terapia antirretroviral) reduz quase totalmente o risco de transmissão vertical. Não há indicação de zidovudina intravenosa nesses casos, pois não agrega benefício adicional (Seção Conduta no Parto).

Logo, a conduta ideal: Indicar parto vaginal, manter a TARV oral e não administrar zidovudina IV.

Análise das alternativas incorretas:

A) Solicitar reconfirmação do plano de parto junto à Atenção Primária não é necessário; a conduta obstétrica deve seguir os protocolos vigentes e o plano já estabelecido. Isso pode atrasar o atendimento, o que é inadequado em trabalho de parto ativo.

B) Administrar zidovudina injetável intraparto não se justifica para gestantes com carga viral indetectável, como destaca o protocolo: “não há indicação de administração de zidovudina intravenosa [...] nesses casos”. Isso pode gerar conduta inadequada e onerar inutilmente o cuidado.

D/E) Realizar cesariana exclusivamente pelo diagnóstico de HIV não é recomendado quando a carga viral está suprimida. A cesariana só está indicada em casos de carga elevada (>1000 cópias/mL) ou situações obstétricas específicas. A indicação exclusiva pelo HIV é prática desatualizada e pode aumentar riscos maternos desnecessariamente.

Detalhes importantes e possíveis pegadinhas:

  • Fique atento à data e ao valor da última carga viral! Pegadinhas surgem ao misturar informações de indicações antigas ou em caso de carga limítrofe.
  • Lembre-se: a TARV é mantida durante o trabalho de parto. Zidovudina IV só para quem não tem carga viral suprimida.

Referências técnicas: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV – Ministério da Saúde, seção “Conduta no parto para gestantes com HIV”.

Resumo: Paciente com HIV, uso regular de TARV e carga viral indetectável deve ter parto vaginal indicado, sem necessidade de zidovudina IV, conforme protocolos nacionais e internacionais.

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