Caso: Gestante de 39 semanas, HIV positiva há três anos, re...
Nesse caso, qual é a conduta mais adequada a ser adotada pela equipe da maternidade?
Gabarito comentado
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Tema central: Manejo obstétrico em gestante vivendo com HIV com carga viral indetectável no 3º trimestre.
Justificativa da alternativa correta (C):
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, para a gestante com HIV e carga viral indetectável (<50 cópias/mL)', a via vaginal é recomendada. Isso ocorre porque a supressão da carga viral pelo uso correto da TARV (terapia antirretroviral) reduz quase totalmente o risco de transmissão vertical. Não há indicação de zidovudina intravenosa nesses casos, pois não agrega benefício adicional (Seção Conduta no Parto).
Logo, a conduta ideal: Indicar parto vaginal, manter a TARV oral e não administrar zidovudina IV.
Análise das alternativas incorretas:
A) Solicitar reconfirmação do plano de parto junto à Atenção Primária não é necessário; a conduta obstétrica deve seguir os protocolos vigentes e o plano já estabelecido. Isso pode atrasar o atendimento, o que é inadequado em trabalho de parto ativo.
B) Administrar zidovudina injetável intraparto não se justifica para gestantes com carga viral indetectável, como destaca o protocolo: “não há indicação de administração de zidovudina intravenosa [...] nesses casos”. Isso pode gerar conduta inadequada e onerar inutilmente o cuidado.
D/E) Realizar cesariana exclusivamente pelo diagnóstico de HIV não é recomendado quando a carga viral está suprimida. A cesariana só está indicada em casos de carga elevada (>1000 cópias/mL) ou situações obstétricas específicas. A indicação exclusiva pelo HIV é prática desatualizada e pode aumentar riscos maternos desnecessariamente.
Detalhes importantes e possíveis pegadinhas:
- Fique atento à data e ao valor da última carga viral! Pegadinhas surgem ao misturar informações de indicações antigas ou em caso de carga limítrofe.
- Lembre-se: a TARV é mantida durante o trabalho de parto. Zidovudina IV só para quem não tem carga viral suprimida.
Referências técnicas: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV – Ministério da Saúde, seção “Conduta no parto para gestantes com HIV”.
Resumo: Paciente com HIV, uso regular de TARV e carga viral indetectável deve ter parto vaginal indicado, sem necessidade de zidovudina IV, conforme protocolos nacionais e internacionais.
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